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domingo, 16 de setembro de 2012

"Campeando" ipês amarelos!

Hoje, saímos eu e a patroa para "campearmos" alguns ipês amarelos.
As imagens estão aí...








Não somos só nós que gostamos dos ipês amarelos...

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Escavação na frente da Serra de Santa Helena

A imagem abaixo é para que vocês tenha ideia de onde foi feito a tal "escavação":


O detalhe da "escavação" está na foto seguinte:

 Consegui uma foto um pouco melhor Foi feita de dentro do carro em movimento na Avenida Perimetral.
Certamente o local se converterá numa enorme cratera que irá "comer" serra acima.
Por favor, quem puder ir até o local, nos envie fotos para ter uma noção exata do desastre iminente.
A nova foto sugere que possa ser um fenômeno natural. Só indo lá pertinho para ver. Alguém se habilita?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: 
Gustavo Ganzaroli respondeu no Facebook: Conheço está fazenda, de propriedade do Rizo, fica no final da estrada dos Tropeiros, inclusive fui lá nessas épocas de incêndio e foi ele que apagou aquele último incêndio q teve a noite. Lá é uma área muito inclinada e aquilo que você chama de escavação é uma voçoroca natural, que o Rizo tenta controlar com a construção de taludes em sua propriedade. O Rizo tem um trabalho bacana de realização desses taludes com restos de matérias descartadas de limpeza de lotes e vias urbanas, após a construção desses taludes e também o aproveitamento desta matéria como adubo orgânico, ele realiza cultivos orgânicos de alface, morango e árvores frutíferas, além de possuir um viveiro aberto de pássaros, muito legal. Vale a pena conhecer, se quiser te levo lá um dia.
Comentei em resposta: Muito obrigado, Gustavo Ganzaroli Mahé. Na segunda foto que tirei passei a ter a impressão de se tratar de um fenômeno natural. Mas está muito avançado. Precisa ser contido com mais rapidez. 
Já alterei o texto e o título da postagem. Peço desculpas ao Rizo se causei algum inconveniente, contudo reitero que é necessária uma ação mais incisiva em relação ao problema, talvez com a ajuda dos órgãos públicos (Secretaria de Obras e a de Meio Ambiente). Na segunda foto que tirei eu já havia percebido a possibilidade de ser um fenômeno natural e já havia acrescentado na postagem.

sábado, 15 de setembro de 2012

Ponto de Táxi em frente a uma escola

A escola de inglês Laboratório de Línguas, do amigo e colega Adilson, ganhou um "presentão" com a mudança do trânsito da Paulo Frontin. Ao realizar o estacionamento de um único lado, o ponto de táxi que praticamente não é usado em frente à Vidraçaria Minas Gerais foi transferido para a frente da escola de inglês.

Ponto de táxi em frente à escola de inglês. 
O ponto fica lá praticamente sem nenhum taxista e a escola fica prejudicada pois os pais dos alunos podem ser multados se pararem lá para deixar ou pegar os filhos. Custava colocar o ponto de táxi no final do quarteirão onde existe uma área que não é frente de casa (a frente da casa é para a outra rua)? Sei que o ponto de táxi é do Haroldo, da Cooperativa, e tenho praticamente certeza que ele não irá se importar pois é um sujeito que valoriza a educação. Fui freguês por muito tempo do Haroldo e do Major (que era do mesmo ponto e já aposentou).
Vamos lá, pessoal! Vamos consertar essa falha. É uma pequena falha que é fácil de ser resolvida.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Hoje, 03/out/2012, vi que o ponto de táxi mudou de lugar e foi  mais para a frente, não atrapalhando a escola de inglês.

SOM ALTO: Qualquer dia estaremos também nas manchetes.







As blitzen educativas e punitivas da Secretaria de Meio Ambiente ficaram mais no papel do que na ação. O modelo adotado fracassou e o som automotivo diurno e noturno continua atrapalhando a todos. Do projeto do vereador Claudinei, nem sei o resultado. A última notícia é que estava travado por causa da questão dos ruídos gerados por igrejas. A verdade é que madrugada após madrugada o som altíssimo incomoda a todos na cidade.
Não vai demorar muito para que estejamos no noticiário nacional.
Fica a dúvida: será que não se faz nada em relação ao som automotivo para não prejudicar determinados interesses: carros de som de propagandas variadas (em especial dos shows de gosto duvidoso), carros de som de propaganda eleitoral (porque seria difícil deles serem aceitos de dois em dois anos numa cidade desacostumada com a balbúrdia sonora) e igrejas que abusam no volume de suas orações (oração tem que ser em alto volume?)?
O que eu sei é que deve ter gente se beneficiando desse descalabro. Sem tem alguém levando vantagem em cima do prejuízo ao restante da população.
Volto a pedir aos responsáveis pela situação: FAÇAM ALGUMA COISA DEFINITIVA PARA RESOLVER ESSA QUESTÃO!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

E o fogo voltou...

Ontem, 11/set/2012. Fogo próximo à Gruta Rei do Mato (A - combatido pelos brigadistas da Gruta Rei do Mato com o apoio do carro-pipa enviado pela Brennand Cimentos) e entre o UNIFEMM e o Shopping (B). Cliquem nas imagens para ampliar.
Hoje, por volta do meio-dia. Vários focos na região da Fazenda Arizona.
Agora, 19h.30min. do dia 12/set/2012. Observe o foco (bem no canto direito da foto) que já veio da parte de trás da Serra onde fez um grande estrago. Combatido por brigadistas da ADESA e voluntários que compareceram ao local. Max Tadeu relatou no Facebook: "Infelizmente o fogo ganhou. Já está dando para ser visto aqui de baixo. Éramos 7, mas a água lá não foi suficiente e só com os abafadores não deu. Agradecimento especial ao Reynaldo que foi 'batizado' hoje no combate como voluntário, e os mesmos de sempre: Sílvio Linhares, Gustavo Ganzaroli e Marcelo França, e mais dois camaradas que no momento não lembro o nome." 
O mesmo foco anterior em imagem ampliada. Postou também a Aline Abreu no Facebook: "Pelo que fui informada, o fogo ainda está bem alto e o incêndio atinge grandes proporções. À noite, não há o que ser feito, apenas assistir a devastação da nossa serra... O carro pipa solicitado no ínício da tarde foi chegar só agora... agora é esperar amanhã e ver o estrago. Triste demais... Obrigada aos brigadistas que se esforçaram para contornar a situação debaixo de um sol escaldante e um calor infernal. Vocês são heróis!"
22h.30min. de 12/set/2012. Continua se alastrando fortemente na frente da Serra de Santa Helena. Impossível combater. As previsões não são nada otimistas. Se o fogo mantiver essa linha, com a ajuda do vento, amanhã cedo a maior parte da frente da Serra estará queimada. Sempre há a possibilidade do fogo parar em algum ponto. Há áreas de vegetação mais densa que podem, com muita perda de vegetação, pararem o fogo.
Realmente, a situação mostra-se com a mesma estampa dos dois anos anteriores. Alguns relatos dão conta de vários focos surgindo ao mesmo tempo, inclusive um foco dentro da mata. Isso reforça a ideia de "alguém colocando fogo"
No momento, só resta registrar as imagens e torcer para o vento mudar e o fogo extinguir-se naturalmente. 

Ramon L. O. Junior

PS.: O incêndio parece ter terminado por volta das 1h.30min. ao atingir uma ravina com vegetação mais densa, já no dia 13/set/2012.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O ipê amarelo próximo à Igreja de Santana


Fotos: Ramon L. O. Junior, em 09/set/2012

O mesmo ipê visto da minha janela. Será que um dia as antenas de celular irão diminuir e ficar bonitas (igual aos celulares) e nos permitirão ver a paisagem que ainda restou? (Foto: Ramon L. O. Junior, 10/set/2012)

domingo, 9 de setembro de 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Com a turma da Engenharia Ambiental da FASASETE na Serra do Cipó

No último sábado (01/set/2012), fui com meus alunos do terceiro período da Engenharia Ambiental da FASASETE (Faculdades Santo Agostinho, campus Sete Lagoas) até a Serra do Cipó. O objetivo era mostrar a eles um pouco da biodiversidade dos campos rupestres. Claro que uma visita só é pouco, mesmo saindo às 6 da manhã e voltando às 6 da tarde. Na verdade, para terem uma ampla visão, é necessário que eles visitem a região em época de chuva, estações diferentes... mas agora já aprenderam o caminho e pelo visto, gostaram.
O trajeto foi uma ralação. Chegada antes das 8 da manhã e imediatamente subir a Trilha dos Escravos para sentir a mudança da vegetação com a altitude. A gente começa no cerrado comum e chega até o campo rupestre. No mirante, a observação do Morro da Pedreira com seus terrenos mais alcalinos (calcários) em relação ao da própria Serra do Espinhaço (com seus quartzitos mais ácidos). Lá no alto a observação das canelas-de-ema (velózias), das adaptações das plantas para suportarem o vento, a visita ao riacho, o inesperado encontro com uma cobra (não peçonhenta), os paus-santos (Kielmeyera) em início de nova folhagem... e o caminho até o Chapéu-do-Sol para almoçar. Uma hora e meia depois de novo na van indo em direção aos campos rupestres de regiões mais altas do Espinhaço, próximo à Estátua do Juquinha.
Não há como ficar parado. Muita coisa para mostrar, registrar e ensinar... muita coisa para aprender.
Abaixo algumas imagens. Cliquem nelas para ampliar.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Ô alunos, nada de copiar minhas imagens, hein? (rs)

 A ninfa da formiga-leão (Neuroptera) e sua armadilha.

Canelas-de-ema (velózias) que foram atingidas pela queimada (e se salvaram) e outras que não foram afetadas pelo fogo recentemente.


 O famoso-pequizeiro-de-caule-tortuoso e os que nunca viram água na vida!

 Pau-santo com folhagem e botões florais e com folhagem nova.

 O onipresente sinal da presença do homem.

 Coccoloba cereifera (só existe em 26 km2 da Serra do Cipó) e a planta insetívora Drosera.

 Barbacenia macrantha (Velloziaceae) e líquens sobre rocha nua.

 A visão geral do aspecto de campo rupestre e a tradicional imagem com o Juquinha.

 Lavoisiera campos-portoana (Melastomataceae) e Paepalanthus bromelioides (Eriocaulaceae)

 Os animados que subiram o morro ao lado do Juquinha.

Beto Oliveira (de Uberlândia, MG), fotógrafo e recuperador de matas nas horas vagas!

Ouvi falar do Beto Oliveira na noite do último domingo (02/set/2012). Eu estava participando da solenidade de abertura do XVI Congresso Brasileiro de Arborização Urbana, em Uberlândia. Naquela noite, além de uma bela palestra do filósofo Manoel Messias de Oliveira, ocorreu a entrega dos prêmios do V Campeonato de Escalada em Árvores e do Prêmio Arborito (nas categorias "Educação"; "Pesquisa, Extensão e Tecnologia" e "Boas Práticas").
Momento da indicação do Beto Oliveira.
A indicação do fotógrafo Beto Oliveira ao prêmio Arborito na categoria "Boas Práticas" foi justificada pela explanação sobre seu feito. Basicamente, segundo o relato, ele havia iniciado há 14 anos o plantio de árvores nas áreas de preservação ambiental (APPs) dos córregos Mogi e Lagoinha, tendo plantado cerca de 5 mil árvores nesse período. A riqueza de detalhes na pequena justificativa que se seguiu eclipsou, em minha mente, as realizações de todos os outros indicados (não que os outros não fossem merecedores).
Ao sair o resultado da premiação, a surpresa para mim: o vencedor do prêmio foi outro indicado. Claro que a "votação da academia" tem lá seus critérios e nem sempre ganha quem a gente acha que deveria.  Quem sou eu para julgar esses resultados! Mas, por um lado, foi até mais interessante pois não pude deixar de ficar com o trabalho do Beto Oliveira na cabeça. No dia seguinte procurei o Pedro Mendes Castro, diretor da regional sudeste da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), para tentar um contato, uma "entrevista" com o Beto Oliveira. 
Eu já conhecia o Pedro Mendes daqui de Sete Lagoas. Ele proferiu uma palestra a convite do Lairson Couto, então Secretário Municipal de Meio Ambiente, que relatei no blog (clique AQUI). Extremamente solícito, o Pedro Mendes conseguiu imediatamente um contato e na terça-feira pela manhã eu estava conversando com o Beto Oliveira ali mesmo no stand da SBAU.
Durante a conversa, o Beto até se sentiu surpreso com sua indicação. Ficou muito feliz de ter sido lembrado e nem um pouco insatisfeito com o resultado da eleição, atitude de extrema elegância que só pessoas especiais têm. Disse ele que não estava preocupado com prêmios, que havia feito o que fez (e que ainda faz) sem interesses específicos de autopromoção. Concordei com ele, mas insisti no fato de que suas ações mereciam eco, que eram sementes importantíssimas a serem espalhadas por todo o Brasil. E já que eu não tenho o poder para tanto, pelo menos iria expor o "causo" aqui no blog
Então, assim de repente, o Beto convidou-me para irmos até a área. Palestras em andamento... visitar o projeto em campo... palestra... visita... a visita venceu e fomos até a área.
As margens dos córregos Mogi e Lagoinha ficam a 2700 metros do centro de Uberlândia. Chegando lá pude perceber que o trabalho do fotógrafo profissional havia sido também de uma felicidade extrema. Realmente ele havia recuperado uma boa parte da APP, e onde antes era apenas braquiária (foi ele mesmo que usou esta expressão, tão familiar para os seguidores do blog) agora tínhamos uma mata ciliar em processo de recuperação. E não só as árvores estavam ali, mas também uma grande diversidade de pássaros que disseminavam as sementes, e o processo seguia em curso de forma também natural.
Que as ações do Beto sejam um incentivo para os gestores de Uberlândia pensarem na recuperação total do córrego Lagoinha (um belíssimo curso d'água com cachoeiras e corredeiras interessantíssimas), um pouco comprometido ainda com o lançamento de esgotos, mas onde pude observar a presença de peixes pequenos. O Mogi, muito menor em termos de volume de água, por outro lado encontra-se muito melhor em termos da qualidade da água. Nem quero imaginar Uberlândia sem a umidade desses córregos, já que um foi canalizado sob uma avenida. Dá até arrepios...

Córrego Lagoinha e uma de suas cachoeiras (ao fundo). Foto: Beto Oliveira.
Córrego Lagoinha e uma de suas corredeiras sobre rocha basáltica. Percebam que a qualidade da água precisa ser melhorada. O trecho está numa área muito antropizada. Convém lembrar que o trabalho do Beto Oliveira foi feito em maior intensidade na margem esquerda desse córrego. Foto: Ramon Lamar.
Pequeno trecho do córrego Mogi, mostrando a boa qualidade da sua água. Foto: Ramon Lamar.
Ainda nas margens dos córregos, uma surpresa, o Beto começou a mostrar áreas que outras pessoas de Uberlândia começaram a "adotar". Então estava ali o tal resultado das sementes que se espalham, que se dispersam. Não só as sementes das plantas, mas as vigorosas sementes das ideias.
Aproveito a oportunidade para homenagear não só o Beto Oliveira mas a todas as outras pessoas e instituições, muitas vezes no total anonimato, que se dedicam a essas causas idealistas. Aproveito para homenagear também a Paola Azevedo (que atuou nas margens do Rio Uberabinha, na mesma cidade de Uberlândia) e que também foi indicada ao Arborito. Obviamente também aos amigos da ADESA, daqui de Sete Lagoas, que lutam na tarefa de plantio na Serra de Santa Helena e aos que correm para combater os incêndios da Serra. "Mil prêmios eu tivesse e mil prêmios eu daria" a todos vocês que estão nesse trabalho magnífico. Vocês são todos campeões!

Parabéns, Beto Oliveira, novo amigo em terras distantes. Continue seu trabalho. O planeta agradece, tenha certeza! (Foto: Ramon Lamar.)
Ramon Lamar de Oliveira Junior