As opiniões emitidas neste blog, salvo aquelas que correspondem a citações, são de responsabilidade do autor do blog, em nada refletindo a opinião de instituições a que o autor do blog eventualmente pertença. Nossos links são verificados permanentemente e são considerados isentos de vírus. As imagens deste blog podem ser usadas livremente, desde que a fonte seja citada: http://ramonlamar.blogspot.com. Este blog faz parte do Multiverso de Ramon Lamar

domingo, 28 de agosto de 2011

Slacklining (andando na corda bamba): lesando as árvores da praça

Quem passa frequentemente pela Praça Dom Carmelo Motta já deve ter visto alguns jovens "andando na corda bamba". É o tal do slacklining, mais um "esporte radical" que, quando praticado sem os devidos cuidados (como o tal do "le parkour") acaba tornando-se uma ameaça aos praticantes, ao patrimônio público, ou no caso em pauta, às árvores.
"Quando você estiver praticando slacklining, a proteção das árvores é uma das coisas mais importantes. Você poderá danificar a árvore (o que é vandalismo), mas também é possível que danifique a sua fita (corda). A proteção não é uma coisa difícil, basta usar papelão, carpete ou um material similar para proteger a casca (veja a foto ao lado). O carpete é mais difícil de se obter, mas não é afetado pela chuva (como o papelão) e nós recomendamos.
Você pode comprar uma proteção especial para a fita - o "treewear" (ao lado). São duas peças para cobrir a casca, também equipadas com um velcro, tornando-se de uso mais rápido e mais fácil do que papelão ou carpete. E lembre-se: não amarre a fita em árvores fracas ou danificadas! Use árvores com casca espessa e dura de 25 cm de diâmetro, no mínimo." (traduzido e adaptado de http://gibbonslackline.org/slacklining-tree-protection/)

Particularmente, com todo respeito aos praticantes de tais esportes, sou totalmente contrário ao uso de árvores. Não vejo necessidade alguma de se arriscar a integridade de outro ser vivo quando pode-se usar postes ou estruturas preparadas para isso (aí vai a dica para a Secretaria de Esportes). Aqui, na praça Dom Carmelo Motta, algumas pessoas começaram a praticar o slacklining com alguma técnica de proteção, o que é uma alternativa válida. Mas agora a coisa descambou e são várias árvores danificadas por cordas sem qualquer proteção (nas fotos ao lado e abaixo temos danos em ipês amarelo e rosa, cássias e escumilhas). 
Será que não seria possível colocar, em locais apropriados, postes de cimento com areia fofa embaixo, para o deleite e segurança dos praticantes e das árvores? Já que estão reformando as áreas esportivas da Lagoa da Boa Vista, não haveria lá um local mais propício? (Clique nas imagens para ampliar.)

 
 

Texto, tradução e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 27 de agosto de 2011

Asfaltamento (e esburacamento) da Rua João Pinheiro

texto do nosso correspondente especial, Paulinho do Boi, enviado em 25/08/2011.
"Faz exatamente três dias que a prefeitura cobriu a rua de minha casa com uma camada grossa de asfalto. Antes era o calçamento comum, de pedra. Nunca achei ruim o calçamento, porém, a rua com o asfalto ficou novinha em folha. Todos os moradores gostaram e comentaram bem. Eu tenho minhas ressalvas quanto ao asfalto devido a enxurrada na rua. Mas quem sou eu para achar alguma coisa diante da gestão pública atual. Apenas olho e faço dos meus pensamentos um silêncio só. E é como eu queria ficar. Mas não teve jeito. O absurdo que presenciei hoje não passou no meu filtro. Absurdo com o gasto do nosso dinheiro. Os moradores cantaram a pedra antes de acontecer o fato, incrível como as coisas aqui em nossa cidade são previsíveis para o lado ruim, parece Lei de Murphy. Todos os profetas da minha rua disseram: "Já já o SAAE vem aqui e estraga o asfalto novo". Não é que o SAAE veio e quebrou o asfalto novinho em folha. Não entrei em detalhes mas, vi os trabalhadores passando o arame para desentupir a rede de esgoto.  Mas a "obra" não parou por aí, não conseguiram desentupir e fizeram outro buraco para passar o arame.
Se era necessário, eu não tenho dúvidas. Ainda acredito no SAAE e na seriedade de seus trabalhadores. Mas cá prá nós, não tinha jeito de dar uma manutenção no esgoto antes de asfaltar a rua? Ou pelo menos combinar com a prefeitura um cronograma de trabalho alinhado entre o SAAE e a empreiteira do asfalto?
Puxa vida!
Não há prefeito que resista a esse tipo de ação desconjuntada."
Moral da história: Prefeito, com esses seus amigos você não precisa de inimigos!!!
 Foto: Paulinho do Boi

Pelas ruas da cidade... (9)

Azaleia
Eritrina "mulungu"
Espatódea
Folhas novas da gameleira (Ficus doliaria)
Ipê rosa
Jasmim manga
Lírio amarelo, hemerocális ou lírio-de-um-dia (Hemerocallis flava)
 Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Essas fotos encerram um ciclo de um ano de fotografias das árvores usadas na arborização urbana de Sete Lagoas, são 40 espécies que estão sendo acompanhadas. Em meio a elas, algumas arbustivas, claro. Vamos para mais um ciclo!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Fogo na Lagoa da Chácara!!! (Uai, tem jeito de lagoa pegar fogo?)

Alguns dizem que as queimadas na área da Fazenda Arizona são acidentais. Talvez uma bituca de cigarro lançada de um carro em alta velocidade na Perimetral ou na Avenida das Nações. 
Bom, se é assim, o lançador de bitucas pode se candidatar a uma vaga na equipe olímpica brasileira. Lançou uma megabituca bem no centro da área verde (verde-queimada).
Observem no detalhe do zoom (não muito bom por causa da distância) o volume das chamas e a cor da fumaça. Suspeitíssimo. 
Fotos tiradas hoje, às 17:45 horas, enquanto retornávamos de uma aula de campo de ecologia no Parque da Cascata. 

Cliquem para ampliar e vejam o ponto amarelo bem no meio da foto. Flagrante do início de uma queimada provocada. Detalhe do foco na foto abaixo.
Além de observar diversos aspectos da Ecologia do Parque da Cascata, os alunos puderam assistir de camarote o início de um crime ambiental. Fogo propositadamente colocado na área da Lagoa da Chácara.
Texto e fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

O manacá (cujas flores mudam de cor) e a hortênsia

O manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora) é um arbusto pertencente à família Solanaceae. As flores produzidas têm um cheiro forte mas bastante agradável, com a coloração variando do azul-arroxeado ao branco, passando por alguns tons rosados.

Manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora, Solanaceae).
A coloração variável de suas flores é explicada pela química. As flores novas possuem um pH ligeiramente mais alto, fazendo com que os pigmentos assumam uma coloração azul-arroxeada. À medida que a flor vai envelhecendo, o pH vai diminuindo e as substâncias vão mudando de cor, em direção ao branco. Observe, na foto acima que as flores brancas são as mais "prejudicadas", geralmente têm dois ou três dias, enquanto as roxas são "de hoje".
Não é mesma situação das hortênsias (Hydrangea macrophilla, Hydrangeaceae). O pH do solo é que determina a cor das flores das hortênsias (portanto não adianta comprar mudas com flores nas cores desejadas!). Solos ácidos mudam a cor dos pigmentos das flores para rosa e solos alcalinos mudam para azul. Em terrenos neutros, as flores podem se apresentar brancas ou esverdeadas. 

Hortênsias (Hydrangea macrophilla, Hydrangeaceae). Hortênsia azul (solo ácido) e rosa (solo alcalino).

Importante lembrar que muitos indicadores de pH são extraídos de plantas.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mais uma queimada no pé da Serra de Santa Helena?

Quem estiver por lá, nos informe...

17:30 horas. Onde tem fumaça...
2 horas da madrugada. A fumaça era bem visível de novo. Na foto digital fica visível quando alteramos os parâmetros da imagem.
Foto: Ramon L. O. Junior