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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

LEGADO MORTAL: JK, ferrovias, rodovias lotadas, bi-trens e mortes.

Escuto sempre muitos elogios ao ex-presidente JK. Mas escuto também várias críticas. A principal crítica é em relação ao planejado sucateamento da malha ferroviária, favorecendo as indústrias automotivas e fazendo proliferar a malha rodoviária praticamente em cima da antiga malha ferroviária.
Entre elogios e críticas, fico com a constatação que nossas rodovias estão se transformando em ferrovias tomadas por bi-trens e tri-trens. 
Quê que é isso, minha gente? A robustez desses modernos caminhões e "pranchas" se impõem em relação aos demais carros. E nem precisam estar acima da velocidade permitida (ou você acredita que revogaram a Lei da Inércia e que essas belezuras param facilmente?). Daí começaram a proliferar também os carros gigantes e SUVs, se impondo sobre os carros populares. E ainda estão em circulação carros com mais de 20 anos rodando pelas nossas estradas. O resultado se traduz na forma de acidentes graves e muitas vezes fatais. Junte-se a isso a impressão que "é tudo culpa do álcool". Basta acontecer um acidente grave e a primeira coisa em que se pensa é no tal do bafômetro. Claro que muitos acidentes são provocados pelo álcool e mais óbvio ainda que o alcoolismo precisa ser combatido de forma mais ferrenha (e não liberalizando regras para a Copa do Mundo, como estamos assistindo... falta revogarem a Lei Seca durante a Copa para não constranger turistas!). Mas estamos tomados por uma "Síndrome do Motorista Culpado", quando muitas vezes a culpa deveria recair sobre a permissividade com que a questão das nossas estradas é tratada.
Hoje, assistindo ao telejornal, vi que um trecho de rodovias em MG será privatizada e a empresa poderá cobrar pedágio. E que o pedágio "só poderá começar a ser cobrado depois que 10% da obra estiver concluída". Piada, não? Isso é coisa de país sério? Mais uma vez as rodovias e os carros - a indústria por trás de tudo isso - está sendo usada para gerar tributos, pagamentos e enriquecimento a uns poucos que já nem têm mais onde guardar tanto dinheiro. Estamos em crise? Vamos diminuir o IPI dos carros para "aquecer a economia". Melhor, vamos zerar o IPI. Viva a indústria que irá recuperar o nosso PIB!!!
E se fosse só o trânsito nas rodovias, ainda seria uma coisa, mas os bi-trens estão andando dentro das cidades. Ontem e hoje encontrei dois deles fazendo manobras nas ruas que certamente não foram pensadas para suportar tal carga. Depois é rede de esgoto danificada, adutora de água com vazamentos e angelicamente não sabemos o motivo.
Rodovias estão tomando a cara de ferrovias... nossas ruas estão tomando a cara de ferrovias (passe na Rua João do Vale, Boa Vista/Fátima e pergunte aos moradores sobre o trânsito de carretas à noite e nas madrugadas... sem se importar com as placas de proibido o tráfego de caminhões).
O mais seguro, e não demorará muito (principalmente em uma cidade do nosso porte) será se deslocar pelas calçadas. Bom, aí vem a questão do estado das nossas calçadas... melhor deixar para falar em outra oportunidade.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

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