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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

ENEM e INCLUSÃO SOCIAL?

Ontem li uma notícia falando que o ENEM era o grande responsável pela INCLUSÃO SOCIAL. E que os cursinhos estão bravos com o ENEM por causa disso. E bla bla bla...
Típica matéria escrita (talvez até matéria paga) por gente que não está entendendo nada.
Não são os cursinhos que estão bravos. As grandes redes de cursinhos estão faturando alto com isso produzindo e vendendo NOVOS MATERIAIS BASEADOS NO NOVO ENEM. 
Os "bravos" com o ENEM são os candidatos que estudam fortemente e, de repente, não estão concorrendo contra 50 por vaga, mas contra 50.000 por vaga. Especialmente nos cursos mais procurados. Acertam 90% das questões da prova e não conseguem vaga na universidade mais próxima. Eu, por exemplo, acertei 91% das questões (164 em 180) na última prova do ENEM e minha nota não foi suficiente no SISU para uma vaga de primeira chamada em Medicina em Viçosa ou Juiz de Fora. Seria suficiente para ir para a segunda etapa da UFMG com folga, mas pelo SISU eu teria que concorrer na lista de espera.
Quanto a INCLUSÃO SOCIAL, ela não está sendo feita por causa do ENEM. Ela está sendo feita pelo SISTEMA DE COTAS! Ocorreria INCLUSÃO SOCIAL se as cotas fossem aplicada sobre o vestibular tradicional, da mesma maneira. Aliás, a tal INCLUSÃO SOCIAL tem um erro gravíssimo para o qual para existir uma cegueira generalizada: aluno de escola pública do COLTEC, COLUNI, COLÉGIO MILITAR e CEFET precisa ser tratado como um aluno que foi prejudicado pela falta de oportunidades que teve em sua escola? Pelo amor de Deus, tem que ser muito displicente ou muito mal-intencionado para considerar tais alunos (nada contra os alunos, mas contra o sistema que nesse ponto é altamente injusto) como merecedores de vantagens. 
Sou a favor da INCLUSÃO SOCIAL verdadeira baseada em dois critérios: sócio-econômico (menos de um salário-mínimo per capita no grupo familiar aliado a condições de moradia, transporte etc) ou portadores necessidades especiais. Fora isso, sou totalmente contrário.

http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2013/02/06/internas_educacao,348732/vestibular-da-ufmg-tem-disputa-mais-acirrada-no-sistema-de-cotas.shtml
Leia a notícia acima e perceberá que algumas pessoas já estão tendo uma visão melhor, mas ainda enevoada do assunto. A ELITE DA ESCOLA PÚBLICA é essa a qual estou me referindo e que de acordo com a "coordenadora" do Vestibular da UFMG sempre obteve as melhores vagas (isso é notório!!!). Ou seja, no momento não houve inclusão praticamente nenhuma nos curso de grande concorrência. O aluno citado como exemplo na reportagem acima teve ajuda com uma bolsa de cursinho para entrar no CEFET, um cursinho (de novo um "maldito cursinho") para a segunda etapa e depois teve a COTA como aliada (mas ele nem precisava da COTA, teria tido sucesso de qualquer jeito pois se incluiu por MÉRITO). Então a inclusão dele não é fruto do ENEM e nem da COTA, é fruto do esforço dele mesmo tanto em procurar mudar sua história de vida como obter um bom resultado nas provas (meus sinceros parabéns para ele para sua família, exemplo é isso!). 
Bom, a cota na UFMG vai ampliar ano a ano (até chegar em 50%) e vamos ver como as coisas vão ficar. Nas outras universidades que já adotam a cota de 50% o resultado dessa política vai aparecer mais cedo. É esperar para ver...

Ramon Lamar de Oliveira Junior

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