Não é vazamento!!!
Acaba de ser enviada por aluno que saiu da sala de provas agora!!!
Assim que tivermos a prova completa, com boa qualidade para leitura, publicaremos aqui no blog!!!
Muito obrigado, Guilherme!!!
Ramon L. O. Junior
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Ramon L. O. Junior
Apesar da Matemática também ter suas "incertezas", como acontece por exemplo no óbvio estudo das probabilidades (qual a probabilidade de jogar um dado e sair o número 1?), a Biologia é lotada de incertezas e imprecisões. Aliás, convém lembrar que a Biologia não é uma "ciência pronta e acabada" pois não existe "ciência pronta e acabada". Ciência é dinâmica, não é dogmática. Quem acredita piamente em dogmas tem muita dificuldade de compreender a Ciência.
Nós, professores de biologia, somos até certo ponto culpados pois a carga horária limitada nos obriga a não entrar em detalhes e mais detalhes sobre todos os tópicos dessa ciência. E quando temos a consciência que "escola não é só biologia", evitamos de exagerar nas nossas palestras em sala de aula. Ainda bem que tenho esse visitadíssimo blog (estamos chegando perto de 2 milhões de acessos!) para expor outras ideias e refrescar cabecinhas ansiosas de informação.
Surge agora a primeira confirmação de reinfecção por Covid-19 no Brasil. Isso não quer dizer que é uma regra geral. Como não é regra geral que "sarampo só ocorre uma vez". Só se pega tal doença uma vez se essa doença provocar a morte do infectado!!!
As doenças causada por parasitas (não interessa se o parasita é um vírus, bactéria, protozoário, fungo, verme ou artrópode) são ditadas pelas características do parasita (onde existe variabilidade mesmo dentro da mesma "espécie") e do hospedeiro (onde também existe variabilidade). Bom lembrar de Darwin (e Wallace) com a concepção de que "existem variações entre os seres vivos da mesma espécie".
É bom lembrar também que "variação" ou "mutação" não implica necessariamente em piorar uma situação. Na relação parasita-hospedeiro, a maioria das mutações que ocorrem e são selecionadas (ou seja, perduram na população) são aquelas que diminuem a virulência (agressividade) do parasita.
Então não é de estranhar e nem "fugir para as colinas" com informações como essa da reinfecção ou aquela notícia que conta que o "vírus sofreu mutação". Mas tenho certeza que essas notícias vão alimentar todo tipo de discussão e fake news.
Como descobri recentemente, negacionismo vem em "combo": nega-se tudo num pacote só! Até "terra plana" virou discussão "global"!
Vá entender a cabeça desse povo!
Ramon L. O. Junior
Frequentemente vemos relatos sobre acidentes com lagartas peçonhentas. As famosas lagartas "cabeludas" ou taturanas. Algumas vezes ocorrem apenas reações locais que podem ser aliviadas com medidas simples (a medida mais simples é não coçar o local, para não liberar mais histamina e complicar o caso, podendo dar sintomas sistêmicos). Mas outras vezes o problema é sério e necessita de se recorrer a um hospital (não é posto de saúde, nem farmácia e nem UPA). Hospital mesmo, que é onde existe o soro específico contra a toxina. Estamos nos referindo, agora, à lagarta Lonomia.
Responsável por graves acidentes hemorrágicos, a lagarta da espécie Lonomia obliqua Walker, é a forma larval de um lepidóptero da família Saturniidae (uma mariposa). Esta lagarta, por meio de suas cerdas urticantes, libera uma toxina com propriedades anticoagulantes, que ao contato com a pele pode ocasionar desta irritação local a hemorragias subcutâneas chegando a hemorragias mais graves que atingem órgãos vitais. A substância de ação fribrinolítica presente nas cerdas das larvas, são registradas em apenas duas espécies do gênero Lonomia: Lonomia obliqua e Lonomia achelous.
A espécie Lonomia obliqua é reconhecida como parasita do Araticum (Rollinia emarginata), do Cedro (Cedrella fissilis) e do Ipê (Handroanthus pulcherrimus), mas parece haver se adaptado a árvores frutíferas das regiões de ocorrência, como os pessegueiros, abacateiros, ameixeiras e outros.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, por meio da Coordenação Estadual de Zoonoses, orienta a população em relação aos riscos de acidentes com lagartas. A Lonomia está presente em várias regiões do Estado e o veneno em suas cerdas, pode causar hemorragias e até mesmo o óbito, caso a vítima não seja tratada com o soro antilonômico. O soro está disponível nos principais hospitais de referência para atendimento das vítimas de acidentes com animais peçonhentos do Estado. Em Belo Horizonte o Hospital de Pronto Socorro João XXIII é de referência não só para esse animal, mas para peçonhentos em geral.
Diante da possibilidade de acidentes causados por Lonomia, recomenda-se que a vítima procure atendimento médico com urgência e se possível, leve consigo, em um recipiente seguro, o animal envolvido. A medida vale para todos os tipos de acidentes com animais peçonhentos, mas deve ser feita com cautela.
Acidentes com lagartas são frequentes nos meses quentes do ano. O contato com esses animais ocorre, geralmente, durante a realização de atividades que envolvem a manipulação de galhos, troncos, folhas e coleta de frutos. Por isso, recomenda-se atenção especial nessas ocasiões, principalmente com as crianças. A maioria desses acidentes tem evolução benigna.
A identificação da lagarta Lonomia obliqua pode ser feita por comparação de fotos. Elas possuem espinhos em forma de pinheiros e coloração marrom esverdeada com listras longitudinais escuras e manchas brancas em forma de “U”, ao longo do corpo, mas os padrões de coloração podem variar. Durante o dia ficam agrupadas em colônia nos troncos e galhos de árvores, mas também podem ser encontradas no solo debaixo de folhas secas.
Os principais sinais e sintomas são:
Entre 8 horas e 72 horas do contato com essa lagarta, a pessoa pode apresentar equimoses, hematomas de aparecimento espontâneo ou provocados por traumas ou em lesões cicatrizadas, hemorragias de cavidade mucosa, hematúria, sangramentos em feridas recentes, hemorragias intra-articulares, abdominais, pulmonares, glandulares e hemorragia intraparenquimatosa cerebral (HIC).
Os acidentes com a lagarta Lonomia, são classificados como:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Centro toxicológico esclarece sobre lagartas encontradas no DF, 18 de Maior de 2018, in <www.saude.df.gov.br/nota-informa-sobre-lagartas-encontradas-no-df/>
GARCIA, C. M.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Ocorrência de acidentes provocados por Lonomia obliqua Walker, no estado do Paraná, no período de 1989 a 2001. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 40(2), 242-246, 2007.
Saúde Estadual alerta para risco de acidentes com lagartas, 28 de Abril de 2007, in <www.saude.mg.gov.br/component/gmg/story/188-saude-estadual-alerta-para-risco-de-acidentes-com-lagartas-sesmg>
Ontem, 25 de novembro de 2020, faleceu o jogador argentino Diego Maradona.
Maradona sempre foi considerado um talento, um gênio dentro das quatro linhas. Em toda a história do futebol, o único que rivalizou realmente com o Pelé. Realmente!
Penso que Don Diego não necessita de apresentações. Quem assistiu aos jogos do futebolista é testemunha. Fora de campo (e às vezes dentro também) uma série de problemas. Mas não estou aqui para julgá-lo. E é sobre isso que eu queria falar um pouco, mas pouco mesmo. Quanto julgamento nas redes sociais!
Muitas pessoas escreveram ou destilaram palavras duras contra o falecido. Palavras duras demais. Por causa de tudo o sujeito foi apedrejado. O caminho pedregoso vai dos vícios diversos ao gol de mão (o famoso "la mano de Dios") e ao doping por efedrina que o tirou de uma Copa do Mundo e por um tempo do futebol, chamado de trapaceiro por esses eventos em campo... e desaguando como um rio caudaloso em seus paradoxais alinhamentos políticos (esperem aí, queridos democratas, posicionamento político é um direito, ou não é mais?).
Fácil demais julgar um morto que sofreu de uma vida tão conhecida, verdadeiro telhado de vidro ambulante (ou seria um telhado de cristais?). Fácil demais escrever impropérios e mais impropérios em teclado frio. Ninguém esteve por dentro da cabeça dele (ninguém jamais esteve dentro da cabeça de outro alguém, pelo menos que eu saiba). Ninguém sabe o que ele pensou ou o que ele sofreu com os próprios erros.
Imagine ver-se na primeira pessoa e na terceira pessoa. Sentir-se em casa um "eu-Diego" e no campo o "ele-Maradona". Paga-se um preço... e, aparentemente, ele pagou com a vida. E ainda paga juros e correção monetária após a morte.
O episódio de tantos xingamentos que li e escutei é o que coloca aquela dúvida na minha cabeça sobre os caminhos da humanidade. Estamos prontos a perdoar erros? Não sei.. não sei... acho que ainda estamos longe.
Ramon L. O. Junior
SIMULADOS PARA O ENEM 2020
Você pode conhecer as ideias do vereador eleito Caio Valace (Sete Lagoas, MG) assistindo as duas horas da Live em nosso Canal do Youtube. Link direto: https://youtu.be/97mQ5poVySc
Estive hoje no Correio para despachar um volume. Fui extremamente bem atendido. Só uma vez fiquei com raiva do atendimento... uma vez em que o atendente foi a burocracia em pessoa, mas isso é outra história. Hoje, recebi um ótimo atendimento. A surpresa foi na hora de encontrar uma caixa para comportar o material. Um notebook que eu estava enviando para reparo, dentro da garantia. A única caixa que cabia o notebook era gigante, dava para colocar 30 notebooks lá dentro, pelo menos.
Aí eu fiquei pensando... que ideia fraca desses gestores, não? Não ter caixas de diversos tamanhos, para atender os clientes. Enviei na própria caixa do fabricante (eu preferia enviar numa caixa que não identificasse o conteúdo, por motivos óbvios... mas tem seguro... então vamos que vamos).
Imagino que uma caixa de papelão deve custar R$ 3,00 (olhei aqui alguns preços na internet). A agência poderia tranquilamente vender essa caixa por R$ 10,00 e seria uma outra fonte de receita. E pelo que vi sobre a mesa de despacho das encomendas, os clientes usam muitas caixas, de todo tipo, toda hora. Certamente muitos chegam, não acham a embalagem adequada, e precisam retornar mais tarde com uma caixa que ganharam num supermercado.
É por coisas desse tipo que vejo uma empresa com bons funcionários, mas fadada ao fracasso. Não foi só a internet e outros serviços de entrega. Perderam o bonde da história. O bonde, o trem, o metrô e o trem-bala.
É uma pena.
Ramon L. O. Junior
Não custa lembrar que este blog surgiu por causa do descaso ocorrido com a arborização de uma praça. Sei perfeitamente que não é culpa única e exclusiva de uma pessoa, mas de toda uma cadeia de personagens que deveria fazer direito (ou não fazer, nesse caso) e fiscalizar situações desse tipo. Afinal, para que servem as leis se são esquecidas em casos seletivos?
Muitas vezes isso cai no colo do prefeito, que recebe a culpa por ter confiado em assessores que não agiram com a perfeição que sempre esperamos. Não culpo o prefeito, afinal de contas ele deve ter milhões de coisas mais importantes para observar. Mas segue um pedido para que seus assessores observem direito o que é feito. Ideias muito boas se perdem por simples falta de um litro de água por dia para regar uma muda!
Já abordamos aqui no blog o problema de pregos em palmeiras. A seiva que dos locais escorre atrai algumas larvas de besouros que se desenvolvem dentro do caule fragilizando-o e podendo provocar a queda da palmeira. Aqui, na Praça Dom Carmelo Mota, mais um exemplo dessa prática condenada pela Lei de Crimes Ambientais.
LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998
Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.Art. 49. Destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia:Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.Parágrafo único. No crime culposo, a pena é de um a seis meses, ou multa.
APURAÇÃO DE 100% DAS URNAS
Reconduzido o Prefeito Duílio de Castro. Parabéns, Duílio!!!
DEFINIDA A LISTA DE VEREADORES PELO TSE. Acertamos os cálculos!!!
Prefeito:
51 – DUÍLIO DE CASTRO FARIA PatriotaLISTA DE VEREADORES ELEITOS
Movimento Democrático Brasileiro (Vagas: 3)A teoria do "vamos flexibilizar pois tem leitos disponíveis" só faz manter o nível de leitos ocupados no "máximo permitido". Ou seja, não deixam o número de casos diminuir, liberam comércios não-essenciais, estimulam (de forma direta ou indireta) as aglomerações e colocam a culpa em todos, menos na estratégia errônea. E agora reclamam que o "platô não abaixa", "que tudo o que se pensava estava errado" e tal e coisa. Some-se a tudo isso a absurda ausência de testes em massa (que disseram inúmeras vezes que iriam fazer em nome da boa ciência).
Segundo novo boletim da Vigilância Epidemiológica, Sete Lagoas tem 17 novos casos registrados (em 10 de julho), onze mulheres e seis homens. São, ao todo, 372 casos confirmados por exames, 9 pacientes hospitalizados, 289 que já se recuperaram e 67 em isolamento domiciliar. O município segue com sete óbitos confirmados.
26 pacientes estão hospitalizados na cidade com Síndrome Respiratória Aguda Grave. 17 destes testaram positivo para o novo coronavírus. Outros nove pacientes aguardam resultados de exames.
"Morreu na manhã desta segunda (6), aos 85 anos, o médico, professor, entomólogo e escritor Ângelo Machado. Com saúde frágil, pois sofria de uma doença degenerativa muscular, ele passou mal em casa na sexta-feira (3) e foi internado no CTI do hospital Biocor, em Nova Lima. Morreu após uma parada cardíaca. O velório e sepultamento serão nesta terça (7), reservados para a família. Deixa quatro filhos.https://www.uai.com.br/app/noticia/e-mais/2020/04/06/noticia-e-mais,257314/morre-aos-85-o-professor-entomologo-e-escritor-angelo-machado.shtml
“Pretendo chegar aos 100. Mas quando chegar aos 99, peço prorrogação”, disse ele a Jô Soares durante entrevista ao Programa do Jô, em 2015. Na época, lançada seu primeiro livro para adultos, Borboletas eróticas. Bem-humorado, o professor emérito da UFMG era conhecido pela voz fanhosa. “Achavam que por causa disto eu não poderia ser professor. Dei aulas 55 anos fanhoso. Os alunos se acostumam logo”, ele acrescentou.
Professor, mas também um apaixonado pelo insetos. O entomólogo Ângelo Machado descreveu 100 espécies de libélulas – seu nome foi incorporado a 55 organismos. A paixão vinha desde sempre. Era um adolescente quando foi desafiado por um padre a descobrir o nome científico de quatro besouros que havia guardado em uma caixa de fósforos.
Professor, entomólogo e ainda escritor. E como escreveu. Foram dezenas de livros para crianças. E ainda peças de teatro, a mais conhecida delas Como sobreviver em festas e recepções com buffet escasso, monólogo que é sucesso há 20 anos com o ator Carlos Nunes. Machado era também o ocupante da cadeira 26 da Academia Minas Letras, mesma já ocupada por Henrique Lisboa e Bartolomeu Campos Queirós."
Caminhando na orla da Lagoa Paulino nos últimos dias não pude deixar de perceber a grande ocorrência de morte de peixes, notadamente tilápias (nem sei se ainda há outras espécies na lagoa além de tilápias e carpas).