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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Matando árvores X Salvando árvores

Infelizmente a coisa está acontecendo em várias cidades Brasil afora. Voluntariamente ou não, árvores estão sendo mortas e substituídas por nada. Supressão sumária é o mais comum. Também há as podas criminosas feitas sem critério algum. Anelamento do caule também é feito. No último fim de semana fotografei este delírio na base de um oiti aqui em Sete Lagoas. Sim, custo a acreditar na imagem e principalmente no ato de se ter coberto a base da planta com cimento, desse jeito.


O trabalho ambiental que uma árvore faz é fenomenal. Às vezes temos até dificuldade de listar todos os benefícios, tantos são. Alguma coisa, de fundamental importância, sempre é esquecida. Enquanto isso, outras pessoas só enxergam problemas nas árvores: queda de folhas e frutos, rachaduras em calçadas, muros e construções, esconderijo de ladrões, conflito com fiação (luz, telefone, cabo...) ou com redes de água, esgoto ou drenagem pluvial e ocultação de placas e fachadas de lojas.

FONTE: https://cidadesquerespiram.files.wordpress.com
A grande maioria dos problemas com árvores pode ser resolvida com um PLANO DIRETOR DE ARBORIZAÇÃO URBANA. Não basta apenas plantar, é preciso ter regras claras sobre o quê plantar, como plantar e onde plantar. Também é preciso ter regras em relação à poda (até quando o cidadão pode ele mesmo fazer a poda e a partir de quando é necessário pedir autorização para a mesma), remoção de parasitas e supressão. Sim, supressão. Chega um momento em que a árvore pode precisar ser suprimida. Afinal de contas ela também nasce, cresce, reproduz (nem sempre ou muito, assim como as pessoas) e morre. Um bom Plano Diretor deve indicar o tempo de vida útil que se espera para cada árvore plantada, prevendo vistorias do estado da planta e prorrogação do "prazo de validade" ou determinação que a mesma precisa ser suprimida, não sem antes se preparar para a reposição de outra árvore no mesmo local, para cumprir o mesmo papel. Deve indicar também as espécies que são mais indicadas para determinadas situações e as que são proibidas (exemplo: plantar um flamboyant numa calçada de um metro e meio de largura). Precisa indicar também a área permeável em torno do caule. E o mais importante do Plano de Manejo ou de qualquer outro plano: DIVULGAÇÃO DAS REGRAS.
Aqui em Sete Lagoas temos muitas pessoas que entendem de arborização. Ao contrário do que pensam alguns, na própria Secretaria de Meio Ambiente existe uma turma que entende demais da coisa, que tem capacidade para criar todas essas regras, adequadas aos tempos atuais e que devam ser realmente cumpridas. Precisamos que esses profissionais se aliem aos que atuam nas universidades para criação desse Plano Diretor, o quanto antes, com debates públicos, estudos qualitativos e quantitativos, dentro das reais necessidades e possibilidades do município e dos cidadãos.

Ramon Lamar de Oliveira Junior

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