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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Exposição de Orquídeas em Sete Lagoas

Recebi o convite e repasso para todos os leitores do blog:
Gostaria de convidá-lo, bem como a sua família e amigos para a exposição de orquídeas que acontecerá neste final de semana, aqui em Sete Lagoas/MG.
O recebimento de plantas será no dia 12 de abril, a partir das 9h até às 16h. A abertura da exposição será no dia 12 de abril às 20 horas. No sábado, 13 de abril, o horário de funcionamento será das 9 às 21h. No domingo, o horário de funcionamento será das 9 às 16h. A Sra. Lou Menezes, responsável pelo Orquidário Nacional do IBAMA, estará na exposição autografando (e comercializando) os seus livros.

Estará imperdível a exposição e nós contamos com sua ilustre presença!

Att.

Glênio Rodrigues
Associação Orquidófila de Sete Lagoas

Capina nos canteiros centrais da Villa Lobos

Reclamei aqui no blog (clique AQUI) porque a situação estava insustentável.
A capina começou hoje pela manhã e continua neste momento.
Obrigado!!!

Essa touceira até que é das pequenas. Mais acima, na avenida, a situação estava bem pior como relatado na postagem anterior.
Quase perdemos a grama que havia sido plantada...
Ainda falta coordenar a capina com a poda das árvores e a remoção dos parasitas. Mas se já estiver programado, já está bom. Lembro que é necessário o serviço de manutenção, com a remoção das plantas daninhas que crescem. Isso é trabalho manual, com luvas e retirada das plantas com a raiz. Cortar só não adianta pois brota tudo de novo. Que tal deixar uns 2 funcionários fazendo esse serviço diariamente no local (e nos outros onde o mesmo mutirão foi feito)?
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Devaneios de um acadêmico de medicina.


É...Tem que gostar demaaaaaaais da medicina. 
Pela primeira vez tenho vivenciado um trabalho diário de um grande hospital fazendo parte efetivamente do seu corpo clínico. Não tem como demostrar o quanto nossa futura profissão está desvalorizada. Observar as condições de trabalho impostas aos médicos, chega a ser desumano. Não que os demais profissionais de saúde também não compartilhem da mesma realidade, claro que sim, mas aqui estou relatando especificamente a medicina. 
Esse final de semana, estava em minha cidade natal e fui convidado por um grande mestre que tive em minha vida, Professor Ramon Lamar, a dizer umas palavras a alguns vestibulandos do seu cursinho, o qual fiz parte e serei eterno aluno, acerca do cenário médico atual. Tentei não frustar os sonhos daqueles jovens, ansiosos pela aprovação, até porque me via neles. Munidos de grandes expectativas. Mas não pude me furtar em tentar repassar aquilo que estamos contemplando contemporaneamente. 
Testemunhar futuros colegas acostumados a dar 36, 48 horas de plantões, tendo em vista que determinadas especialidades passam por uma carência absurda e os mesmos estão comprometidos com a continuidade do serviço e sabem que, em caso de recusa, a população ficaria desassistida. Ouvir de uma pediatra que não vê seu próprio filho há dois dias ( filho de 9 anos ) porque está cuidando dos filhos de outras mães é, no mínimo, um fato para se meditar. Vim embora para minha casa, depois dos meu de 12 horas, após uma cesária de 2 horas e 12 minutos pra fechar com chave de ouro, pensando dentro do ônibus. 
Tinha que relatar isso. A exaustão imperando em toda a equipe e todos tentando fazer o seu trabalho da melhor forma possível. Falo porque fico indignado quando a imprensa marrom noticia erros médicos e posturas indevidas de determinados "profissionais". É claro e evidente que devemos repudiar tais atos mas generalizar e colocar todos no mesmo balaio é triste. 
Para aqueles que pretendem ou que sonham um dia fazer a tão badalada Medicina, fica a dica. Preparem-se...A situação está precária e não vejo um cenário acalentador a médio e longo prazo. Tem que gostar demaaaaaaais....

Josué Lessa
Acadêmico de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de MG
(Foto: Recorte da Capa do Jornal da Associação Médica de MG, n. 136)

Comentário: Josué Lessa é uma daquelas pessoas que você tem que reservar uma boa parte do tempo para analisar, compreender e reconhecer que se trata de um ser humano notável. Adjetivos não servem bem para o propósito de qualificá-lo. Resumidamente, basta dizer, "Josué é o cara". Mas, felizmente, não está sozinho. Tive a honra que lecionar para outros "caras" e outras "caras" da envergadura do Josué. Hoje eles estão por aí atuando na Medicina e em muitas outras áreas. Não tenho nem como fazer uma lista de nomes ou de cursos, pois correria o risco de deixar muitos de fora. O Grande Arquiteto do Universo me deu essa felicidade de ter conhecido tantas pessoas maravilhosas e ter contribuído com uma fração minúscula da formação deles, porque na verdade eles já estavam formados. A verdadeira missão deles era a de colaborar para a minha formação. Obrigado, gente!

PS.: Josué, sua fala não foi de devaneios... são verdades.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Palmeira babaçu na Fazenda Arizona

Durante as atividades do último MUTIRÃO CIDADANIA, percorremos a área da Fazenda Arizona abaixo da perimetral para verificar as condições da nossa quinta lagoa a ser visitada (Lagoa da Chácara), bem como um trecho do Córrego do Diogo no interior da propriedade. 
Para nossa surpresa, encontramos uma palmeira babaçu, típica da "zona dos cocais" do Maranhão/Piauí. Curioso é que a presença da mesma não foi relatada no EIA/RIMA da região.
Seguem-se as fotos: 







Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior
Agradecimentos: Francisco Zico S. Oliveira (meu ex-aluno maranhense que confirmou a espécie)

sábado, 6 de abril de 2013

Número de casos de dengue no Brasil: gráfico e informações

(Atenção: esta postagem é do início de 2013. Os dados atualizados até o final de 2015 encontram-se no final da página. Para acompanhar os dados atualizados de 2016 clique AQUI)

Afinal de contas, como andaram nos últimos anos, os casos de dengue notificados no Brasil?

Por indicação da Maria José (Controle da Dengue, da Secretaria Municipal de Saúde de Sete Lagoas), consegui achar as informações no site do Ministério da Saúde. 
Construí o gráfico abaixo, mas vocês podem clicar nos links e ver o número de casos por unidade da federação, o número de casos graves ou o número de óbitos, por exemplo.


Casos notificados de dengue (gráfico acima): http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/dados_dengue_classica_2012_at032013.pdf
Casos graves de dengue: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/dados_dengue_graves_2012_at032013.pdf
Óbitos por dengue: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/dados_dengue_obitos_2012_at032013.pdf

O gráfico mostra o caráter cíclico da dengue, ou seja, os surtos epidêmicos não são tão imprevisíveis assim e as pesquisas de larvas nos domicílios (LIRAa) dão uma boa indicação do risco. As epidemias registradas em 1998, 2002 e entre 2008 e 2011 têm sido atribuídos respectivamente aos vírus dos tipos DENV1, DENV3 e DENV2. Ainda sem os dados de 2013, acredita-se que o aumento do número de casos que estamos observando esteja relacionado com o DENV4, nova variedade viral que está se alastrando pelo país.

Complicado mesmo é entender a frase abaixo, atribuída ao Ministro da Saúde:


"O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (3 de abril de 2013) que o Brasil deve registrar este ano a mesma quantidade de casos de dengue de 2010, quando o país enfrentou uma epidemia da doença, com 580 mil casos notificados."




Das duas, uma: ou os dados disponíveis no portal do Ministério da Saúde estão totalmente errados ou o próprio ministro não sabe que em 2010 foram 1.011.548 casos notificados no Brasil (e não 580.000). Vá saber...

Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS1.: Se alguém achar os dados atualizados de 2013 (até o momento) dê um toque por aqui ou no Facebook. Só acho dados fragmentados: 74.000 casos no Mato Grosso do Sul, 130.000 em Minas Gerais... Parece que os jornais só publicam os releases que lhes são encaminhados. Onde está a pesquisa jornalística do número total de casos? Puxa, vamos enxergar além dos releases, né?

PS2.: Comentário recebido via Facebook da Maria José Lanza (Coordenação do Controle da Dengue, Sete Lagoas, MG): "Realmente Ramon os ciclos da dengue no Brasil e principalmente em Sete Lagoas são caracterizados por períodos epidêmicos e períodos endêmicos quando todos os esforços devem ser direcionados para evitar as epidemias. Infelizmente, qualquer descuido nas ações de contingência se associados a fatores epidemiológicos como a entrada de um vírus novo em uma população e alterações climáticas com muito calor intercalado com pouca chuva causam um grande estrago. Sete Lagoas nunca passou por uma epidemia como esta e, aqui, o principal fator que está contribuindo para a epidemia é a presença simultânea dos 4 tipos de virus em circulação, seguido pelo fator climático porque, criadouros nas casas, lotes e ruas sujos é um problema antigo e que já estamos tentando resolver há muitos anos. Espero que, depois desta, exista uma maior conscientização geral poder público e principalmente da população que, sabendo que é impossível dominar o clima ou impedir os vírus de chegarem até a cidade, se preocupem em não dar acolhida em suas casas, quintais e terrenos baldios para os vetores dos vírus."

ATENÇÃO: DADOS ATÉ 2015
Siga os casos de dengue em 2016 clicando AQUI.

GRÁFICO COM CASOS DE DENGUE ATÉ O FINAL DE 2015 
(DADOS DO Ministério da Saúde)



Em tempos de dengue, vazamento continua no SAAE da rua Professor Abeylard.

Continua o danado do vazamento, já denunciado diversas vezes neste blog. Aliás, este é o SAAE DA BOMBA (DINAMITE), aquela que não sabemos a procedência até hoje.

Rua Professor Abeylard, 282: o endereço do desperdício de água e de um provável foco do mosquito da dengue.
- Pô, Ramon, você não cansa de falar desse vazamento?
- Não!!!
- Nem cansa de perguntar sobre a BOMBA?
- Também não!!!

Problema no Padrão de Energia da Praça do CAT (Praça Wilson Tanure)

PARTE I (06 DE ABRIL DE 2013)

O amigo Cinésio Rocha, durante o MUTIRÃO CIDADANIA na Praça Wilson Tanure, identificou uma irregularidade no padrão de energia da praça. Fui ao local hoje e fotografei o problema, bem mais sério do que eu imaginava. Ficamos no aguardo de soluções...
Confiram as imagens abaixo:

Acho que a foto acima permite localizar bem onde o problema se encontra.
Observem a fiação exposta e uma das caixas do padrão abertas.
Detalhe da fiação exposta. 
E para finalizar, olhem o conteúdo da caixa do padrão que está aberta. Isso é na NOSSA cidade! Os cidadãos responsáveis por jogar esse lixo estão entre nós. Dá para imaginar isso???

PARTE II: (18 DE ABRIL DE 2013)

Recebi e-mail do amigo Pedro Mendes (CEMIG-BH) relatando que uma equipe da CEMIG-SL compareceu ao local e procedeu ao isolamento dos fios que colocavam a integridade de terceiros em risco. Entendo, pela ação desenvolvida, que o restante da responsabilidade sobre o padrão de energia cabe à Prefeitura Municipal ou algum outro (que já deve ter sido notificado a respeito). Daí esperamos o fechamento definitivo das caixas dentro dos bons cuidados preventivos de acidentes. 
Entendo até que a CEMIG foi além de suas responsabilidades na busca de uma solução paliativa imediata, pois parece ser este um caso de notificação dos responsáveis e exigência do reparo (como acontece quando defeito similar ocorre em nossos padrões residenciais). 
Agradeço a todos da CEMIG que participaram da busca da solução, em especial ao Pedro Mendes, Magna, Roberson, Jonathan e José Aparecido.

Isolamento dos cabos que se encontravam expostos no padrão da praça Wilson Tanure. 

Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Por que sofrem as palmeiras da Lagoa Paulino?

Repetindo o texto de uma postagem antiga sobre o mesmo assunto:
Palmeiras imperiais (Roystonea oleracea) são encontradas em profusão na nossa cidade. São as palmeiras que adornam a entrada da cidade pela Castelo Branco ou que compõem o cenário da Lagoa Paulino. Certamente, em uma paisagem dão um tom ao mesmo tempo alegre e majestoso.
As palmeiras imperiais podem ser atacadas por algumas pragas. Uma delas é a broca. A broca é a larva de um besouro que é atraído pelo cheiro característico produzido quando os tecidos lesados da planta sofrem fermentação. Além da destruição de tecidos provocada pelas larvas, o besouro também pode trazer um tipo de verme (nematoide) que produz o apodrecimento dos tecidos da palmeira. Evitar ferimentos em palmeiras é uma das formas de evitar doenças nas mesmas. Você já viu palmeiras com o tronco afinado em um ponto? Ou soltando uma espécie de secreção? É isso!
Pois bem, repetida a informação, cumpre mostrar um exemplo bem em frente à Câmara Municipal:

Por que o caule dessa palmeira dá a impressão de afinar bruscamente?
Bem, não é impressão. Ele afina rapidamente mesmo! Será que há ali algum ferimento que possa ter sido infectado com as brocas ou com os nematoides?
Parece que sim, né? Iluminação de Natal? Enfeites de Carnaval? Faixas afixadas indevidamente?
Plantar uma árvore é assumir a responsabilidade de cuidar da mesma. E para assumir responsabilidades é preciso ter conhecimentos sobre o assunto. Quantas de nossas palmeiras imperiais e outras árvores estão enfrentando problema semelhante? Quanto tempo vamos esperar até que uma planta dessas provoque um acidente e mate uma pessoa?
Quem faz o retratado nas imagens acima ou permite que isso seja feito com a árvore é irresponsável. Quem remove as árvores sadias da cidade para evitar que isso aconteça também é irresponsável. Ser responsável é assumir a importância da arborização urbana e cuidar de sua manutenção. Responsabilidade pesa!

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Reparem também que a lesão no caule reflete-se no pequeno número de folhas da palmeira.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Enquanto os táxis foram rapidamente retirados da praça Alexandre Lanza...

... esperamos que a mesma medida se estenda até a Praça Rio Branco. (Garantiram-me que será feito!)



Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Passeata contra a violência (Sete Lagoas - MG) 05abr2013

Contra a violência e a favor da vida! Essa foi a ideia central da passeata que percorreu pacificamente algumas ruas do centro de Sete Lagoas na manhã dessa sexta-feira. 
A população encontra-se indignada com os altos índices de criminalidade na cidade e sobretudo com os assassinatos violentos, como o cometido contra o professor Renato Gomes. Infelizmente a intolerância e a violência têm ocupado cada vez mais espaço nos noticiários e é dever e direito dos cidadãos lutarem por melhores condições de segurança.
A passeata contou principalmente com estudantes, professores e funcionários de diversas escolas da cidade. É mais um movimento que nasce, cresce e se realiza impulsionado pelas redes sociais.








Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

PS.: Infelizmente alguns estudantes ainda não entenderam que é possível fazer caminhadas pacíficas sem jogar lixo no chão. Muitos dos balões brancos foram estourados e simplesmente abandonados pelo caminho. Gente, não dá para funcionar de forma segmentada, do tipo "hoje eu sou contra a violência", "hoje eu sou contra o lixo nas ruas", "hoje eu sou contra a discriminação", "hoje eu sou a favor do ensino público e gratuito de qualidade"... temos que erguer as mesmas bandeiras todos os dias.

Aplicando uma "regra de três" na Dengue

Recebi dados recentes (primeira semana de abril) da Secretaria de Saúde de Sete Lagoas sobre a situação da dengue no município. 

Clique na imagem para ampliar.
Analisando-se a última linha do extenso quadro temos:

AGUARDANDO: 6005
DENGUE CLÁSSICO: 808
DESCARTADO: 125
INCONCLUSIVO: 14

Ou seja, já foram analisados 947 casos (808+125+14) e 85% deles foram considerados como dengue clássico.
Sendo assim, para um total de 6952 casos registrados, se aplicarmos 85% de resultados positivos para dengue clássico, chegaremos a um total de 5909 casos confirmados. Isso sem contar os casos não comunicados!
É ou não é extremamente preocupante?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Avenida Villa Lobos: ação e abandono.

O canteiro central da Avenida Villa Lobos foi reformado, plantado e comemorado em agosto de 2011 (veja AQUI). Logo em seguida começou a sofrer umas intervenções estranhas (veja AQUI). Mas até aí ainda estava no limite do suportável. 
Agora, descambou de vez! Desde o final do ano passado que está abandonado pelo poder público e o matagal começou a crescer. 
Em alguns pontos, anonimamente, pessoas físicas ou jurídicas cuidam de seus canteiros (não dá para saber quem são os bons samaritanos pois os mesmos se escondem no anonimato de sua gentileza... em outras palavras, não fazem isso para "aparecer"). Fora isso, virou um festival de mato. 
Há um serviço de capina na cidade??? Há mesmo??? Tem certeza???

Fotos: exemplos de canteiros bem cuidados pelos cidadãos.



Fotos: exemplos de canteiros abandonados:




E estão acontecendo situações como o anelamento desta árvore (veja abaixo) que provocou sua morte. Não é a primeira vez que vejo esse tipo de ação na região. Será que essa árvore morta não precisa ser removida? Não tem risco de cair?

A árvore morta e o anelamento (remoção da casca) que provocou sua morte.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 3 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Pirarucu da Lagoa Paulino ataca lavador de carros

Hoje pela manhã, um fato pra lá de inusitado ocorreu na Lagoa Paulino, próximo à Ilha do Milito, aqui em nossa Sete Lagoas. Passei pelo local alguns minutos depois do ocorrido e apenas pude colher algumas informações das pessoas que presenciaram a situação. Alguns estavam preocupados, outros mal conseguiam falar em meio aos acessos de risos e gargalhadas. 
Acontece que um lavador de carros, um tanto distraído, enfiou o seu balde na água da lagoa com toda força para pegar o máximo de água e finalizar a lavação da BMW que ainda se encontrava ensaboada. Eis que o balde acerta a cabeça de um dos pirarucus (Peixonius bitelus) que passava bem rente à borda, cuidando dos seus filhotes. O pirarucu deu um verdadeiro bote e abocanhou o braço do lavador, puxando-o para dentro da lagoa numa cambalhota espetacular.
Relataram-me que foi uma luta brava entre o pirarucu e o desesperado lavador de carros (e que ainda por cima não sabia nadar). Não bastasse o ataque do pirarucu-pai, os pirarucus-filhotes que o acompanhavam também começaram a mordiscar o rapaz. E joga água pra cima, barro, algas verdes e alguns materiais de consistência duvidosa que semi-flutuavam no local.
E a ajuda que não aparecia? Ninguém tinha coragem de chegar perto para tentar sequer estender o braço ou uma vara de pescar para socorrer o sujeito. Com muito custo e já cheio de machucados nas mãos, o rapaz começou a escalar a borda da lagoa para sair. Aí, veio o golpe de misericórdia: o pirarucu arrancou-lhe a calça e a cueca. Com medo que outra bocada removesse partes mais valorizadas do corpo, o lavador escalou a margem em velocidade acelerada. Sobre a calçada, mão na frente e mão atrás, xingando todos os tipos de impropérios impublicáveis, ainda quase foi atropelado por dois bicicleteiros que passavam em alta velocidade.
No saldo da história, perdeu-se o balde, a calça e a cueca, o dono da BMW foi embora sem pagar a lavação e restaram feridas nos braços, pernas, nádegas e no ego. E para piorar, alguns dos presentes filmaram a cena e prometeram postar no youtube ou vender para o Programa do Ratinho ou algum daqueles programas sobre pesca.

O local onde ocorreu o incidente. (Foto: Ramon L. O. Junior)
Um dos pirarucus da Lagoa Paulino. (Foto: Ramon L. O. Junior)
Filhotes de pirarucu na Lagoa Paulino. (Foto: Ramon L. O. Junior)
Ramon Lamar de Oliveira Junior