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sábado, 3 de dezembro de 2011

Deu no Estadão: Obras da Transposição do Rio São Francisco em estado de abandono


Governo abandona transposição do São Francisco após eleição de Dilma

Reportagem do 'Estado' percorreu trechos do empreendimento que impulsionou vitória no Nordeste e constatou deterioração de obras, concreto rachado e vergalhões abandonados.

Eduardo Bresciani e Wilson Pedrosa, enviados especiais, FLORESTA (PE) 

Wilson Pedrosa/AE - Entre Betânia e Custódia, obras estão paralisadas e placas de concreto começam a se soltar
Cenário de propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff e responsável por parte de sua expressiva votação recebida no Nordeste, a transposição do Rio São Francisco foi abandonada por construtoras e o trabalho feito começa a se perder. O Estado percorreu alguns trechos da obra em Pernambuco na semana passada e encontrou estruturas de concreto estouradas e com rachaduras, vergalhões de aço abandonados e diversos trechos em que o concreto fica lado a lado com a terra seca do sertão nordestino.
O Ministério da Integração Nacional afirma que é de responsabilidade das empresas contratadas a conservação do que já foi feito e que caberá a elas refazer o que está se deteriorando. Informa ainda que vai promover novas licitações em 2012 para as chamadas obras complementares, trechos em que a pasta e as empreiteiras não conseguiram chegar a um acordo sobre preço. Segundo o ministério, as obras estão paralisadas em 6 dos 14 lotes e em um deles o serviço ainda será licitado.
Marcada por controvérsias, a obra da transposição começou a sair do papel em 2007 e, no ano seguinte, com os canteiros em pleno funcionamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua então ministra-chefe da Casa Civil e mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fizeram uma vistoria pela região para fazer propaganda da ação. Os dividendos eleitorais foram colhidos no ano passado por Dilma. Em Pernambuco, Estado onde começa o desvio das águas, ela obteve mais de 75% dos votos válidos no segundo turno da eleição. Nas cidades visitadas pelo Estado, onde as obras estão agora abandonadas, o desempenho foi ainda melhor. Em Floresta, a presidente obteve 86,3%; em Cabrobó e Custódia, 90,7%; e em Betânia, 95,4%.
Prometida para o final do governo Lula, a obra tem seu prazo de entrega sucessivamente adiado. A nova previsão é concluir os 220 quilômetros do eixo leste, de Floresta a Monteiro (PB), até o fim de 2014 e terminar no ano seguinte os 402 quilômetros do eixo norte, que sai de Cabrobó para levar água ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
A obra está atualmente orçada em R$ 6,8 bilhões, 36% a mais do que a projeção inicial. Segundo o ministério, foram empenhados R$ 3,8 bilhões para a obra e pagos R$ 2,7 bilhões às construtoras.
 
Abandono. 
Durante três dias, a reportagem percorreu cerca de 100 quilômetros da extensão dos canais da obra. O abandono foi a tônica da viagem, com canteiros completamente parados. As únicas exceções foram as partes da transposição sob responsabilidade do Exército.
Em um dos trechos visitados, na divisa das cidades pernambucanas de Betânia e Custódia, cerca de 500 metros de concreto estão totalmente quebrados, com pedaços se soltando do solo. Esse trecho terá de ser refeito para a água do São Francisco passar. O padre Sebastião Gonçalves, da diocese de Floresta, foi quem encontrou o trecho destruído durante vistoria frequente que faz pelas obras. “As empresas abandonaram as obras e já começou a se perder o trabalho feito. É um desperdício inexplicável.”
A parte que aparece com as maiores avarias está no lote 10 da obra, que teve as obras iniciadas pelas construtoras Emsa e Mendes Júnior.
Segundo moradores da região, as máquinas começaram a ser retiradas desde o início do ano passado. Há cerca de dois meses, os funcionários foram demitidos, deixando os alojamentos como aspecto de cidade fantasma, onde só restam vigias e alguns funcionários administrativos.
“É uma situação caótica, está tudo parado”, reclama Manoel Joaquim da Silva, coordenador do sindicato dos agricultores familiares de Floresta e companhia constante do padre Sebastião Gonçalves no acompanhamento das obras.
A Mendes Júnior informou não participar mais do consórcio, enquanto a Emsa não enviou respostas aos questionamentos. O Ministério da Integração disse já ter sido informado das rachaduras e notificado a Emsa por meio de ofício no dia 26 de outubro. Segundo a pasta, as obras da empresa serão retomadas em janeiro de 2012.
A reportagem encontrou início de deterioração em outro lote da obra, o de número 9, também no eixo leste. Paredes de concreto começam a rachar próximo ao local onde será construído o aqueduto sobre a BR-316, também em Floresta. Em outra área, vergalhões de aço para a construção de uma ponte para o canal passar foram abandonados e parte do material já foi até roubado. O lote é de responsabilidade das construtoras Camter e Egesa. O Estado não recebeu resposta da Egesa e não conseguiu contato com a Camter.

Contraste. 
No eixo norte, o contraste entre as obras do Exército e o abandono por parte das empreiteiras está bem próximo. Dez quilômetros à frente de onde homens fardados seguem seu trabalho, há um canteiro abandonado do Consórcio Águas do São Francisco ainda com máquinas para a fabricação de concreto que sequer foram retiradas. Percorrendo mais dez quilômetros, encontra-se um grande vão onde as explosões foram feitas, mas o canal ainda não recebeu concreto.

Link para a matéria diretamente no Estadão, clique AQUI.

COMENTÁRIO: Não bastasse o grande número de argumentos ambientais contra essa obra (veja alguns deles AQUI), ainda estão aí os argumentos econômicos. Não há respeito à questão ambiental e muito menos respeito ao dinheiro dos impostos. No fundo, fica a impressão de "obras para ganhar dinheiro", "obras para financiar Caixa 2" e "obras para enriquecer alguns que nunca criaram calos nas mãos". Na mesma esteira seguem a hidrelétrica de Belo Monte e as obras dos estádios da Copa de 2014. E querem que a gente confie que no final tudo acabará bem. (Ramon L. O. Junior)

Lá e aqui: matéria do Estado de Minas sobre a proteção das árvores em BH


(Leia a matéria completa e veja as imagens clicando AQUI). Trechos em negrito foram assinalados por mim.

Proteção ambiental não garante sobrevivência das árvores em BH

Apesar de estarem imunes ao corte, árvores tombadas pelo Conselho do Patrimônio de Belo Horizonte sofrem com o crescimento desordenado

Jefferson da Fonseca Coutinho – Estado de Minas – 03/12/2011
Há um tombamento do bem para as árvores de Belo Horizonte desde os anos 90. Trata-se da imunidade de corte, garantida pelo Conselho do Patrimônio, composto de forma paritária pela sociedade civil e pelo poder público. Salvas por deliberação ainda estão poucas dezenas: uma paineira, um ipê-branco, um pau-brasil, um jambo-do-pará, além dos conjuntos de pau-ferro e fícus das avenidas Barbacena e Bernardo Monteiro, e um largo de sapucaias, na Rua Gustavo da Silveira. Os critérios para proteção especial envolvem espécimes referenciais e necessidades particulares de cuidados.
Na listagem de bens tombados pela prefeitura consta ainda um jequitibá e uma copaíba, que não existem mais. No eixo da Rua Itaguaí, em frente ao número 441, no Bairro Caiçara, Região Noroeste, há apenas o toco seco da copaíba, que apodrecida, teve que ser cortada no ano passado. No canteiro central de 5 metros de comprimento, um jovem ipê-amarelo plantado por moradores cresce para assumir a sombra da colega morta.
A bióloga Mônica Meyer, membro do Conselho do Patrimônio, explica: “A árvore é um ser vivo. E como todo ser vivo tem um ciclo de vida. A questão é outra. É em que condições estamos permitindo que nossas árvores envelheçam”, considera. O jequitibá estava oco, infestado de cupins. O que não surpreende a doutora: “Não existem mais quintais na cidade. Onde estão os pássaros? Tudo é uma questão de equilíbrio. As pragas também se movimentam em busca de espaço. Está aí o resultado”, alerta.
Aos pés do toco, uma placa com verso do poeta Adilson Dias: “Existia uma fazenda onde o verde era um amor. A cidade cresceu e a população aumentou. Apareceram as ruas, surgiram as casas e a fazenda acabou. E no meio de uma rua uma árvore ficou”. É o próprio poeta, de 53 anos, morador do Caiçara desde 1974, quem fala da perda de sua musa inspiradora.
“Tive um aperto no coração, uma sensação muito ruim.. Ela estava oca e não teve salvação. A presença do ipê é o que reduz um pouco a nossa dor.” Mateus Guerra, de 37, cabeleireiro, dono de salão movimentado próximo ao que sobrou da velha copaíba, conta que o ipê foi plantado em homenagem à “antiga moradora” antes mesmo de sua supressão. Nascido e criado no bairro, Mateus entende que o poder público precisa de mais estrutura para cuidar melhor desse patrimônio. Seu Francisco, aposentado, passante, quer participar: “É desse tombamento que as árvores da cidade estão precisando. A natureza é o nosso maior patrimônio”, considera.

O peso das águas
A tarde avança. O céu escurece e deságua pesado. Os pássaros se protegem sob as folhas graúdas do jambeiro na Rua Espírito Santo, em frente ao número 846, na Região Central. No encontro com Rua dos Tupis o aguaceiro alaga a esquina e encharca os pedestres que se atrevem a deixar a marquise. Vizinha de poste e semáforo, o espécime tombado, exuberante, de copa frondosa e cerca de 30 metros de altura, se destaca na calçada.
No entorno, restos de seus frutos avermelhados giram na enxurrada e somem no bueiro. Adriano Pereira Gomes, de 30, auxiliar administrativo, aguarda uma trégua da chuva. Fica satisfeito ao saber que o pé de jambo-do-pará é tombado e diz que a medida de precaução é importante, mas, consciencioso, chama a atenção para a importância de cuidados ainda maiores com o verde em Belo Horizonte.
“No período de chuvas, as árvores ficam pesadas e muitas, infelizmente, não aguentam. Tem ainda a questão da construção civil, que tem maltratado muito as árvores da cidade. Muitas raízes são cortadas pelas perfurações para dar espaço para diversas tubulações e, com isso, os troncos acabam ficando comprometidos”, alerta. Apesar da chuva, o trânsito flui – caso raro em dia de semana na Avenida Afonso Pena. Na altura do número 2.777, no Bairro Funcionários, outro bem de folhas tombado. Um ipê-branco inclinado para a Rua Piauí.
Parte de suas raízes parecem querer rasgar o concreto em busca de espaço. A poucos metros dali, muita gente aguarda o lotação. Alguns observam o movimento em torno da árvore antiga. “Vão derrubar, é?” Quer saber a mocinha de cabelo longo, trançado. “É tanta árvore que está sendo cortada que a gente nunca sabe”, justifica.
Celso Antônio Menezes, de 51, vendedor, aponta para brecha, segundo ele, infestada de cupins. Com a chuva, não é possível ver a praga. “As árvores da cidade carecem de mais cuidado. O tombamento é importante, só que, para valer, tem que haver maior controle”, diz. Celso, que mora em casa da Região de Venda Nova, é chegado numa árvore. Tanto que trouxe duas castanheiras de Guarapari para fazer sombra na sua rua.

Um futuro sombrio
Não é se afastar do assunto recorrer a Albert Camus (1913-1960) para falar do futuro da cidade. Em A peste, logo em página de entrada, o escritor e filósofo argelino, Prêmio Nobel de Literatura, escreveu: “Como imaginar, por exemplo, uma cidade sem pombos, sem árvores e sem jardins, onde não se encontra o rumor de asas, nem o sussurro de folhas. Em resumo: um lugar neutro. Apenas no céu se lê a mudança das estações. A primavera só se anuncia pela qualidade do ar ou pelas cestas de flores que os pequenos vendedores trazem dos subúrbios: é uma primavera que se vende nos mercados”.
O trecho se desenha fácil no alinhavo da matéria. Ainda mais depois de percorrer árvores tombadas pelo Conselho do Patrimônio de Belo Horizonte na companhia da bióloga Mônica Meyer. A professora, há anos em defesa dos seres vivos, ao mesmo tempo que se entusiasma com o inventário das árvores – em fase de levantamento pelo poder público –, vê com pessimismo o tempo que se aproxima. “Há em BH uma ocupação que despreza a paisagem. Com isso a cidade está se tornando cada vez mais árida”, lamenta.
Na listagem de bens tombados da PBH, um Jequitibá, no Bairro Luxemburgo. Só no papel. Assim como a copaíba do Bairro Caiçara, a árvore que não existe mais. Na Rua Guaicuí, nas proximidades do número 816, dois irmãos, moradores de prédio vizinho dão a notícia: “Ele caiu em 6 de dezembro de 2010. Era umas 7h”, diz a advogada Corina Rodarte, de 25. “Caiu em cima de um carro. Ficou atravessado na rua que não dava para passar uma moto”, afirma Felipe Rodarte, estudante. Uma pena. A bióloga lamenta: “Puxa! Que pena. Devia ter uns 40 metros”, calcula, ao medir a largura da rua.
Mônica reage com espanto em novo endereço, diante do que resta da paineira da Rua Bernardo Guimarães, em frente ao número 2.669, no Bairro Santo Agostinho. Na esquina, um vigia comenta ao perceber o susto da professora: “Estão fazendo de tudo para salvar a árvore, coitada”. A placa indica: “Patrimônio Cultural de Belo Horizonte”. No entorno do tronco com mais de metro de diâmetro rosas, camélias, beijinhos, camarão, camélias e azaleias. “Está parecendo um canteiro fúnebre”, comenta a bióloga.
No alto do tronco mutilado, apenas um galho magro, firme, resiste bravamente à ação dos cupins. “A cidade é um espelho de nosso comportamento social e cultural. As construtoras estão mandando em Belo Horizonte. Há uma subversão violenta do uso do solo justificada pela falsa ideia de progresso”, denuncia. Para a ambientalista, em pouco tempo, vamos ter na cidade apenas aqueles pássaros artificiais que precisam de palmas para abrir o bico.

ÁRVORES TOMBADAS
– Paineira (Chorisia crispiflora - família Bombacaceae) – Rua Bernardo Guimarães, nº 2.669, esquina com Rua Mato Grosso, Bairro Santo Agostinho
– Caminho das árvores e Largo de Sapucaias em frente ao Museu de História Natural da UFMG – Rua Gustavo da Silveira (trecho de cerca de 500 metros a partir do nº 1.074 até o nº 1.580, Bairro Santa Inês)
– Ipê-Branco (Tabebuia odontodiscus - família Bignoniaceae) – Av. Afonso Pena nº 2.777, Centro
– Pau-brasil (Caesalpinia echinata - família Leguminosae) – Rua Rodrigues Caldas n.° 30, Assembléia Legislativa, voltada para a Praça Carlos Chagas
– Jambo-do-pará (Syzygium malaccensis - família Myrtaceae) – Rua Espírito Santo em frente ao nº 846, Centro
– Arborização da Avenida Barbacena
– Arborização da Avenida Bernardo Monteiro

ENQUANTO ISSO... ÁRVORE CIMENTADA
Uma árvore na Avenida Cristóvão Colombo, nº520, na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, teve toda sua base cimentada, impedimento a passagem de água até as raízes. Para completar o desrespeito, o cidadão pintou o tronco da planta de verde. A equipe de Jardins e Áreas Verdes da Regional Centro-Sul informou que vai retirar o cimento da raiz da árvore. Resta saber o que irá acontecer com o infrator.

ANÁLISE DA NOTÍCIA
Poda preventiva vira mutilação (por Andréa Castello Branco)
Se Belo Horizonte tem uma centena de árvores protegidas e preservadas, outras milhares estão sendo suprimidas da paisagem da cidade. O início das chuvas parece dar a largada para uma verdadeira temporada de “caça às árvores”: diariamente é possível cruzar com caminhões carregados de galhos. O que deveria ser uma poda preventiva se transforma numa mutilação que deixa as espécimes em total desequilíbrio. Oficialmente, as árvores permanecem de pé, só não sabemos quantas ventanias irão suportar antes de vir ao chão e engrossar a lastimável estatística de 11.322 espécimes derrubadas desde o início de outubro.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Exposição do Ivânio Cristelli e alunos

Começou ontem e segue até o dia 15 de dezembro de 2011 no Casarão (Praça Tiradentes), a exposição do Ivânio Cristelli e de 27 dos seus alunos. As visitas poderão ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, de 8h às 12h.


Ivânio é um mago da pintura, dono de uma técnica ímpar. Felizes são os alunos dele que têm a oportunidade de aprender todos os detalhes da construção de suas obras maravilhosas. Além de tudo, o Ivânio é um papo excelente, cheio de histórias interessantes para nos contar.
Abração, Ivânio!!!

Destino do esgoto do Jardim dos Pequis II?

Confiram trechos da matéria veiculada pelo www.setelagoas.com.br (cliquem AQUI para ler a matéria completa).

Moradores questionam destino final a ser dado ao esgoto das novas casas no Bairro Jardins dos Pequis II

 
Moradores da cidade levantaram uma polêmica referente a rede de esgoto das 377 casas do Bairro Jardins dos Pequis II, que serão entregues nesta sexta, através do Minha Casa, Minha Vida. Conforme relatado, a rede de esgoto ainda não estaria pronta, e além disso, o destino final dos resíduos seria jogado em um córrego da região. Informações repassadas à redação pelos moradores, apontam que a Secretaria de Obras, teria recebido uma intimação para, junto ao SAAE, criar um destino para o esgoto a ser gerado.
Durante a cerimônia que marcou a entrega da chave as famílias, a engenheira responsável pelas obras, Flávia Muller Grigoletto, afirma que neste momento, todo o projeto proposto pela construtora Copermil, segue dentro do cronograma de obras. Flávia chegou a comentar o fato dos questionamentos sobre a falta de uma rede de esgoto, e afirmou que o projeto aprovado pela Caixa prevê a execução das ações por meio do SAAE, e que até o momento, tudo está sendo feito dentro do esperado. “Nossa parte é desenvolver e acompanhar o projeto. Agora, a destinação do esgoto e a rede é com o SAAE”, informou.
Em nota, o SAAE informou que a construção das redes de distribuição de água e de coleta de esgoto do Bairro Jardim dos Pequis II, foi realizada pela construtora responsável pelas edificações. “A prefeitura de Sete Lagoas, por meio de recursos do PAC-1, construirá uma mini-ETE para receber os resíduos desse bairro e da região”, reforçou.
por Cíntia Rezende

COMENTÁRIO: Em primeiro lugar, parabenizo o jornal online e a Cíntia Rezende pela cobertura de uma questão importante que está nos incomodando: projetos habitacionais estão sendo aprovados com enorme dano ambiental. O tratamento das questões, feito pelos nossos governantes e administradores, usando tempos verbais no futuro é extremamente preocupante. Notável também como a arborização foi deixada para o final, se é que existirá. Seria muito interessante que ao delimitarmos os espaços, no início da obra, as árvores adequadas já fossem plantadas.

F1 Interlagos 2011: Fotos (3)

Muitas pessoas estão me perguntando se realmente dá para assistir a corrida, se a visão é boa e outras coisas do tipo.
As fotos abaixo mostram os pontos do circuito que podemos observar do Setor A (o setor A não é coberto e fica na reta de largada/chegada, o preço é o segundo mais barato do circuito). O único ponto importante que não é visível no Setor A é o S do Senna. Dois são os problemas: (1) se chover você está lascado, as capas não são muito eficientes numa chuva de 5 horas de duração como no ano passado e (2) o som do circuito está péssimo, o novo telão é ilegível e mesmo no radinho ficou difícil esse ano, a alternativa é acompanhar as posições por um tablet ou pela internet no celular (ano que vem já estou providenciando uma opção dessas).

Reta de largada/chegada, Pinheirinho, Bico de Pato e Mergulho.
Reta de largada/chegada e os boxes.
Final da Reta Oposta, Descida do Lago e início do Laranjinha.
Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sem restaurantes nos pontos turísticos e agora sem o CAT

CAT/JK é fechado por falta de estrutura
Celso Martinelli (Jornal Sete Dias - clique AQUI)

A estrutura precária em que se encontra o Centro de Apoio ao Turista (CAT-JK), no centro da cidade, ficou evidenciada com a chegada das chuvas. Os diversos vazamentos provocam alagamento do local, assim como o excessivo acúmulo de água sobre o teto. A situação traz um risco de curto circuito com o encharcamento do sistema elétrico. Quando chove, os funcionários passam o tempo todo retirando água do imóvel e promovendo mudanças de lugar do artesanato lá exposto, a fim de evitar sua destruição.

Crédito da foto: Jornal Sete Dias
Na chuva que caiu na manhã de quarta-feira, a reportagem flagrou a situação do local que, teoricamente, é destinado como principal ponto de apoio público ao turista. No teto, as bases de sustentação das lâmpadas estão enferrujadas, havia muita água escorrendo e o chão estava totalmente inundado. As escadas que dão acesso ao banheiro do CAT transformaram-se em uma espécie de cachoeira para retirada do excesso. As funcionárias espalhavam baldes pelo local e tentavam fechar as portas com dificuldade, já que o abatimento do teto pode ter empenado as mesmas.
O presidente da autarquia Sete Lagoas Lazer e Turismo (Seltur), Magela Martins, afirmou que já foi solicitada mão de obra junto ao município para intervenções paliativas. Sem previsão de obras no momento, a decisão foi de fechar o local até a estiagem, para que sejam executadas medidas emergenciais. “O CAT vai passar por uma reforma completa. O imóvel foi mal projetado, não há escoamento da água que acumula no telhado. De imediato, vamos procurar impermeabilizar o teto, já que mudanças físicas na estrutura terão que ser feitas posteriormente. Temos recursos próprios para as obras necessárias”, explicou.

COMENTÁRIO: Está ficando difícil, ou quase impossível, defender a tese de que Sete Lagoas tem potencial para ser uma cidade turística. Enquanto se sonha com teleféricos, os pontos turísticos estão abandonados. Enquanto não passarmos do mundo dos sonhos para o mundo da ação... sem chance.