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sábado, 20 de abril de 2013

É devagar... devagarinho... (Obra na Praça Alexandre Lanza)

É nesse ritmo que anda a reforma do piso da Praça Alexandre Lanza. Solicitada como compensação pelo COMPAC (Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Sete Lagoas) e no centro de uma celeuma entre taxistas e lojistas do entorno, a reforma vai andando em passo de tartaruga. Na próxima segunda-feira (depois de amanhã), completa um mês de obras. Isso apenas para trocar o piso de calçada portuguesa. Os taxistas me informaram que a árvore maior (Tipuana) encontra-se inclinada desde que uma obra foi feita na rua e suas raízes foram cortadas. Sugere-se uma poda (Poda, viu? Não é supressão!!!) para aliviar um pouco do peso da árvore no lado sobre a rua. Bom também seria a remoção das ervas-de-passarinho (mas isso já pedi tantas vezes aqui no blog e tantas foram prometidas que só acredito um mês depois que elas estiverem feitas).



A tipuana está um pouco inclinada na direção da rua e necessita de uma PODA para redução do peso de sua copa. Dá até medo pedir poda. Logo vem aquela famosa poda radical e deixa no lugar apenas a raiz. Olha lá, hein gente!
Fotos em 20 de abril de 2013: Ramon Lamar de Oliveira Junior

quinta-feira, 18 de abril de 2013

ATENÇÃO: falso "fiscal da dengue"!

Acabo de receber a informação abaixo, via ASCOM Saúde:


Cordão de Frade (Leonotis nepetaefolia)

Já faz um bom tempo que procuro um belo exemplar de cordão-de-frade para fotografar. Vi um na Lapinha do Cipó, mas estava bem caidinho. Surpreendentemente, encontrei vários em meio à Lagoa do Vapabuçu (quase seca). 
Abaixo uma foto do aspecto geral da planta e outra da inflorescência, bem visitada, diga-se de passagem.



Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Mariazinha-fecha-a-porta (Mimosa pudica) - Seismonastia

Mimosa pudica, sensitiva, dormideira, mariazinha-fecha-a-porta e mais um grande número de sinônimos.

 As fotos originais. [Clique nas imagens para ampliar]

A imagem em gif animado, mostrando a abertura e fechamento: seismonastia.

O termo técnico para a abertura e fechamento das folhas dessa planta é seismonastia (ou tigmonastia). Conceitualmente, as seismonastias são movimentos vegetais determinados pela variação da turgescência de células de tecidos denominados "pulvinos motores" localizados nas articulações de certas folhas e ocasionadas por um abalo mecânico. 
Traduzindo: na base das folhas da sensitiva existem células que armazenam um volume variável de água. Quando as folhas são tocadas, ocorre uma alteração brusca no volume de água dessas células, provocando o fechamento repentino das folhas.
A seismonastia é um movimento vegetal que ajuda a planta a evitar o ataque de determinados herbívoros, como gafanhotos, que não conseguem se equilibrar nas folhas para comê-las.´
Processo semelhante ocorre nas folhas de certas espécies de plantas carnívoras (insetívoras), fechando-as sobre os insetos.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ações do INAD 2013 - Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído - Sete Lagoas

DIA 18/04 - Palestra para os alunos do SENET
Horário: 19:00 às 20:30 horas
Tema: INAD - Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído 2013
Ministrante: Luciana Thomsen
... Fonoaudióloga
... Fiscal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente
... Coordenadora Estadual do INAD 2013 - MG

DIA 19/04 - Reportagem no Jornal Sete Dias
Distribuição de 3.000 folders como encarte.

DIA 20/04 - UNIFEMM
Auditório Dr. Marcelo Vianna (Abertas à população)
Horário: 8:30 às 11:30 horas
Tema: Conscientização Ambiental
Ministrante: Alessandra Casarim
... Gestora Ambiental
... Paisagista
... Assessora Técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Sete Lagoas

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Atentado em Boston e Crise com Coreia do Norte: coincidência?

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/04/coreia-do-norte-faz-festa-para-fundador-da-dinastia-que-chefia-o-pais.html
A recente tensão com ameaças nucleares da Coreia do Norte a postos americanos no Pacífico apontava para a possibilidade de algum tipo de incidente nessa data, em que a Coreia do Norte comemora os 101 anos do nascimento de Kim-Il-Sung, fundador da dinastia que governa o país.
Claro que pode ser apenas coincidência o atentado na maratona de Boston, ou então algum grupo externo ou interno aos EUA aproveitou-se da data para criar a confusão nas investigações.
Que as investigações andem ligeiro e que esse evento não seja o estopim de mais guerras e ocupações sangrentas.

Aqui jaz um pouquinho dos seus impostos. (3)

Não tem solução mesmo, né?

Aproveitei que estava no Jardim Europa fotografando a paineira branca e achei bom registrar um de nossos grandes elefantes brancos que nem chegaram ao final. [Foto: Ramon L. O. Junior]
Mais aqui: http://ramonlamar.blogspot.com.br/2011/08/aqui-jaz-um-pouquinho-dos-seus-impostos.html

Paineira Branca do Bairro Jardim Europa

A paineira branca fica no encontro das ruas Suissa, Maringá e Roma:




Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior, em 14 de abril de 2013.

PS.: Nos mapas, o nome da rua está grafado como Suissa  (e não Suiça).

MUTIRÃO CIDADANIA VISITA A SEXTA LAGOA DA LISTA: LAGOA DO MATADOURO OU VAPABUÇU

Vapabuçu, "terra de muitas lagoas" na língua indígena da região (pelo menos foi isso que aprendi).

Vapabuçu, lagoa abandonada... sem dono em meio a tantos donos, esquecida em um canto da cidade, brevemente será apenas um transtorno ou empecilho ao progresso. Estrategicamente posicionada próximo à Igreja de São Judas Tadeu... só mesmo o "santo das causas impossíveis" para auxiliar na recuperação da área.

Não sonho ver a Lagoa do Vapabuçu com o mesmo aspecto da Lagoa Paulino "dos bons tempos". Não creio que ali seja o lugar para investir milhões de reais em urbanização e iluminação feérica. Gostaria de ver o espelho d'água em parte recuperado, a APP (Área de Preservação Permanente) respeitada e um acesso para que a população pudesse observar a beleza biológica do local, capaz de servir de abrigo para espécies nativas e aves em migração. Gostaria de ver as nascentes preservadas e o esgoto doméstico e industrial sem acesso à suas águas.
Contudo, vejo ali a figura do vazio: o vazio do interesse público, o vazio de ideias para sua preservação, o vazio em forma de desrespeito a um bem público na forma de cercas que invadem não só a APP mas o próprio leito da lagoa. E nesse vazio a situação vira uma espécie de brincadeira onde as pessoas do entorno brincam com sua própria saúde e brincam de engenheiros, agricultores e pecuaristas.
Triste é ver que a situação da Lagoa do Vapabuçu mudou muito depois da palestra que fiz, a convite do vereador Claudinei, em comemoração ao Dia Mundial da Água, em março de 2011. MUDOU PARA PIOR, MUITO, MAS MUITO PIOR. Acompanhando a postagem anterior (clique AQUI) e as imagens da lagoa naquela época (postarei uma foto adiante), vemos que a "promessa" de se fazer alguma coisa foi promessa vazia. Sete Lagoas, dessa forma, caminha a passos largos para ter seu nome alterado para Cinco Lagoas (ou então, mudar-se a lei que instituiu quais seriam as "sete lagoas" que dão nome à cidade). Bom, temos mais de 20 lagoas, mas mesmo assim seria preciso correr para escolher duas já que as demais encontram-se em estado precário ou caminhando na mesma direção.
A verdade é simples, nua e crua: não há interesse em recuperar nossas lagoas. No máximo, há interesse em manter as lagoas Paulino, Boa Vista, Cercadinho, Catarina e José Félix. Lagoa da Chácara e Lagoa do Vapabuçu são "primas pobres" que só podem ser salvas de os proprietários das terras do entorno assim entenderem e quiserem. Não há dinheiro público disponível para tanto, e se há, não há interesse em procurá-lo. Precisamos cultivar esse interesse da busca de recursos financeiros e técnicos que viabilizem a preservação, mesmo que ínfima, de nossa história natural.
Seguem-se as imagens e alguns comentários. Cliquem nas imagens para ampliar.

Lagoa do Vapabuçu, hoje (14 de abril de 2013)
O mesmo local em março de 2011. 
A lagoa em 2011, servindo de refúgio para aves nativas e em migração.
Reduzida a pequenos poços espalhados, não foi observada a diversidade de aves vista em 2011.

Acreditem, aqui é a Lagoa do Vapabuçu.
Cavalos pastam no leito da lagoa.
Cercas avançam no leito da lagoa.
Outro fragmento da lagoa.
Outro.

Nascente no meio da área, local onde o lençol subterrâneo encontra-se mais superficial. Abaixo, um pequeno vídeo mostrando o fluxo da água, bem rapidinho.
O vídeo é curtíssimo mesmo, para não ocupar muita memória. Só para ver o movimento da água. Agora, toda vez que vejo uma nascente, lembro do meu aluno Hugo Filipe, nunca vi sujeito mais emocionado ao ver uma nascente pela primeira vez (no Parque da Cascata).

Outro poço.
Biodiversidade e problemas caminham juntos:

Pneu com água (possível criadouro de Aedes aegypti) e caramujo africano (Achatina fulica). Leia sobre o caramujo clicando AQUI (leia os comentários pois há uma turma que defende o caramujo, mas não há defesa para a questão da água em suas conchas... ver mais abaixo.)

Concha do caramujo africano vazia e contendo água. Aí está um local muito favorável à reprodução do transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Confesso que eu mesmo fiquei impressionado com essa imagem porque nunca havia visto uma concha numa situação igual a essa.
Concha de caramujo planorbídeo. Provavelmente de Biomphalaria tenagophila, um dos caramujos hospedeiros da xistose ou esquistosomose. Achado extremamente preocupante já que há o relato de esgoto que cai na lagoa. A presença de ovos do verme da xistose poderia provocar a contaminação desses caramujos e criar um foco importante de transmissão da doença. Mais uma vez fica o alerta para as pessoas que se aventuram a andar ou nadar dentro das lagoas sem se atentar para o risco da transmissão de doenças.
Duas conchas de Pomacea (à esquerda) e duas de planorbídeo (à direita). O Pomacea é inimigo natural dos planorbídeos uma vez que compete com eles pelo alimento e também devora suas desovas. Sua presença é importante no controle da xistose.
Pequeno anfíbio em meio ao solo orgânico. Só biólogo mesmo para ver essas coisas minúsculas. De repente, você está andando, e alguma coisa fala em sua cabeça: "- Olhe para baixo, com atenção."
Libélulas em casais, copulando e depositando seus ovos na água de um dos poços que restou da lagoa. As larvas de libélula são predadoras de larvas de mosquitos. A presença das libélulas atesta, que pelo menos nesse ponto, a qualidade da água é biologicamente favorável.

A turma do MUTIRÃO CIDADANIA:

Ao final, o resultado de alguma coleta de lixo no trecho (inclusive no leito da lagoa) e o pneu que adotei para ser colocado na garagem do meu prédio (na parede atrás do carro, para evitar incidentes ao estacionar).

Ao final, uma parte da turma seguiu adiante para fotografar denúncias de depósitos clandestinos de lixo próximos à lagoa, mas não pude acompanhá-los.

Fotos e texto: Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 13 de abril de 2013

EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS NO CASARÃO (Só até domingo, 14 de abril, de 9 às 16 horas)

Segue até o domingo (14 de abril), das 9 às 16 horas. É para ver, ver, ver e comprar, comprar e comprar! Sucesso absoluto para quem ama orquídeas.

Para ver:








Para comprar:



Também as plantas insetívoras (carnívoras) de várias espécies.


Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Barraginhas (deu no www.setelagoas.com.br)

Para ler a matéria completa: http://setelagoas.com.br/noticias/minas/20168-convenio-ira-assegurar-construcao-de-mais-de-17-mil-barraginhas-no-norte-de-minas

Abaixo alguns trechos da reportagem:




COMENTÁRIO: Quando conheci o trabalho do Luciano Cordoval, fiquei absolutamente impressionado e maravilhado. Tal trabalho merece cada vez mais explicação, ampliação, aplicação e incentivo. Não estou exagerando, mas esse sim é um dos verdadeiros caminhos para erradicar a fome no mundo. Fosse ele um pesquisador nos EUA ou na Europa e já teria sido indicado para o Prêmio Nobel da Paz. Sou seu fã, apesar dos poucos contatos e torço fervorosamente para que cada vez mais tenha o reconhecimento que merece.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

Barraginha na Serra de Santa Helena (Parque da Cascata). (Foto: Ramon Lamar de Oliveira Junior)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

PATRULHA DA ALEGRIA RUMO AO PERU

Evento no Auditório da PUC, dia 16 de abril, às 19 horas,
marca o lançamento do Projeto Patrulha da Alegria Rumo ao Peru.

Auditório da PUC: Rua Marechal Deodoro, 61, centro, Sete Lagoas.

Na ocasião, a trupe irá mostrar o seu mais novo projeto, de intercâmbio com palhaços de todo o mundo!!
A Patrulha da Alegria, grupo de palhaços de hospital, existe desde 2005 com o objetivo de levar alegria e conforto a pessoas hospitalizadas. Nasceu pela iniciativa de sete-lagoanos e hoje, sete anos depois, consolidou-se como uma associação conhecida e muito respeitada! Durante esses anos, a Patrulha da Alegria fez vários cursos de capacitação e estreitou laços com instituições do Brasil e do mundo que também usam a arte do palhaço chamado hospitalar. E nessas interações, conheceu o Projeto Belén.
Belén está localizada na cidade de Iquitos, na Amazônia Peruana, e é um lugar com todas as carências possíveis: sem saneamento, as pessoas já se mostram vencidas e recorrem à violência e à exploração de outros (ou de si mesmo) para tentar sobreviver, as crianças têm poucos bons exemplos, as doenças fazem parte do cotidiano e a pobreza já comeu a esperança de quase todos.
Desde 2005, em todo mês de agosto, palhaços do mundo todo, organizados pelo BolaRoja e Gesundheit Institute, fundado por Patch Adams, chegam a Belén para pintar as casas, oferecer cursos para as crianças e adultos e criar projetos em gestão local, saúde ambiental, higiene e sustentabilidade. Se uniram a esse festival organizações e autoridades locais, a Organização Panamericana de Saúde, as autoridades da área de saúde, a Universidade Peruana Cayetano Heredia e várias ONGs do mundo todo.
E a Patrulha da Alegria quer ver isso de perto! O objetivo em participar desse projeto é, além da troca de experiências com pessoas que fazem o mesmo trabalho em hospitais pelo mundo, implantar algo semelhante no Brasil, se possível, com a mesma participação e abrangência que o Projeto Belén tem hoje.