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Mostrando postagens de julho, 2010

Gruta Rei do Mato: Julho de 2010

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Um patrimônio natural, com profundas alterações feitas pelo homem antes, durante e depois da "urbanização" da gruta, mas que ainda encanta, e muito, aos turistas e demais visitantes. Agora "Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato" , o local ainda aguarda as derradeiras ações do Governo Estadual que devem melhorar a ação receptiva no local (atualmente é muito acanhada, incapaz de sustentar uma visitação mais consistente. Os turistas não têm muito o que reclamar da atração. Acompanhei um grupo de turistas hoje e todos se sentem maravilhados dentro da gruta (não é para menos). (Clique nas fotos para ampliar.) Contudo, vamos a algumas observações. (1) A construção da passarela de metal, a destruição de muitos espeleotemas antes e durante a "urbanização", a primeira iluminação inadequada (provocou o crescimento de algas e fungos em vários espeleotemas) e a instituição de um "poço dos desejos" onde os visitantes jogavam moedas (alterando a com...

Parque da Cascata: Julho de 2010

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Já está dando um nó em minha cabeça a questão da Serra de Santa Helena. Ô lugarzinho complicado, meu Deus. As legislações, regulamentações, exigências, jurisprudências, direitos-adquiridos e toda sorte de pendengas parecem desaguar ali. A natureza, ainda exuberante nas margens do lago, nos convida à reflexão. E o Parque da Cascata, bem no meio desse aranzel. Ali eu tenho visto de tudo: plantio de árvores sem o devido cuidado, boas iniciativas de atração turística mas sem o apoio pleno de todas as secretarias (se não somarmos os esforços das secretarias de Obras, Turismo e Meio-Ambiente, não chegaremos a bom termo), calçadas semi-destruídas, um bar-restaurante dentro do Parque que não oferece estrutura condizente, melhorias nos sanitários, mais sinalização, banquinhos e um playground recuperado, vejo até uma quadra de voley de areia com rede e demarcação. Algumas coisas muito boas, outras lamentáveis. Vamos às imagens, né? Falam mais do que qualquer texto. As fotos foram feitas hoje....

Humor e eleição. (E um causo do Itamar Franco)

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Não gosto muito de comentar sobre política. Principalmente escrever sobre política. O quê se fala às vezes é visto da forma errada e as interpretações tendem a ser muito, muito partidárias. Mas vamos lá. Em 1974, Itamar Franco, do MDB, era candidato a senador por Minas Gerais. Iria concorrer com o José Augusto Ferreira Filho, da ARENA (candidato à reeleição). Na verdade, Itamar era meio um boi-de-piranha. Os caciques do MDB preferiram candidatar-se a deputado federal. O próprio Tancredo Neves havia aconselhado o Itamar, dizendo que era provável que ele se daria muito mal. A campanha eleitoral ia correndo. O candidato arenista insistia em seu programa eleitoral em colocar uma cadeira vazia, mostrando que o concorrente fugia dos debates. Certa noite, o Itamar aparece no estúdio e assenta-se na cadeira vazia dizendo que estava lá para debater. O programa era ao vivo, vigiado por um juiz que ficou estupefato sem entender o quê estava acontecendo. A cena foi ao ar. Quando o juiz perceb...

Animais descendo da Serra de Santa Helena

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Temos recebido denúncias do atropelamento de animais no trecho da Avenida Perimetral na área da Fazenda Arizona. Pelas denúncias, foram atropelados no mínimo uma jaguatirica e um veadinho no local. Infelizmente, as pessoas não se lembraram de fotografar e aí fica complicado. Nas fotos seguintes, um tamanduá-mirim ( Tamandua tetradactyla ) que desceu da Serra de Santa Helena e resolveu passear na Escola da CEMIG. Os amigos da CEMIG enviaram as fotos já faz algum tempo e aproveito para registrá-las aqui. Aliás, por várias vezes a Polícia Ambiental foi chamada na CEMIG para atender esse tipo de ocorrência. O tamanduá no momento de ser capturado para voltar à natureza. Se pudesse falar, o tamanduá pediria socorro e mais atenção com seu habitat. Outro visitante da Escola da Cemig, nas fotos seguintes extraídas de um vídeo feito por funcionários da escola, é uma jiboia ( Boa constrictor ). Solicitei ao amigos que trabalham na CEMIG tantas imagens e outros documentos q...

Duas orquídeas para duas amigas.

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Claro que, vendo a exposição de orquídeas lá em Caxambu, eu não poderia deixar de lembrar de vocês, fanáticas orquidófilas. Então peguei essas duas. Espero que gostem. Para Kátia: Para Celle: Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

Paisagismo urbano: Caxambu

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Estive em Caxambu na semana passada. Depois de 14 anos, retornei para verificar que a cidade tem evoluído na sua natural vocação de cidade turística. O atendimento nos hotéis, nas lojas, no Parque das Águas e no recém-reinaugurado Balneário está um primor. A cidade transborda de locais atrativos, os chamados aparatos turísticos: lugares de onde os turistas não saem sem tirar muitas fotos, mostrar para os amigos e convidá-los a ir lá conhecer de perto. Quem alardeia que Sete Lagoas é uma cidade turística, deveria passar alguns dias em Caxambu. Há muito o que se aprender sobre turismo lá. Sem contar que, mesmo nessa temporada (que para eles é alta) os preços nas lojas e malharias dão goleada nos praticados aqui em Sete Lagoas. Não abusam do turista. Querem sim que o turista gaste dinheiro, mas gaste com qualidade e falando bem da terrinha das águas minerais. Sete Lagoas pode ser uma cidade turística, tem atrativos para tanto, mas precisa de um trabalho sério. Mas vamos ao paisagismo ur...

Absinto Muito

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Não sou fanático por Rock and Roll. Na verdade meu gosto musical é muito variado. Tão variado que chega a ser preocupante! Mas como não reconhecer nesses garotos do Absinto Muito uma grande dose de competência e carisma? Como não ver poesia nas letras das músicas? Como não se emocionar com o "Another brick in the wall"? Banda Absinto Muito durante apresentação na 4a Gincana do Colégio Caetano. Na verdade, o contraste me chocou e me cativou. Explico: lecionei para todos e apesar das cabeleiras esvoaçantes da maioria dos integrantes, não via neles traço algum de roqueiros. O estereótipo de um roqueiro é a imagem da rebeldia. Eles são rebeldes sim, mas à maneira deles. Atentos às aulas, rebeldes no palco e amigáveis com os fãs. Ao vê-los em ação, compreendi que eles estão muito acima de esterótipos, de lugares-comuns. Ganhei um CD da banda. Ouvi perplexo. Assisti um ensaio e um show. Nem precisava de tanto., os primeiros acordes do CD já haviam me abduzido. Virei fã incondic...

Contra fotos não há argumentos.

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Agora, ando direto com minha câmera fotográfica. Contra fotos (fatos) não há argumentos! Não escrevo sem pensar, não denuncio de forma vaga e vazia. Vejamos a sequência... Ainda bem que foto não tem cheiro. Bom, pelo menos por enquanto, né? Seguem duas fotos mostrando (para quem vê de longe mas não tem coragem de se aventurar embaixo da árvore) o estrago provocado pelas fezes das garças na figueira da Praça Dom Carmelo Motta ("feirinha). Uma outra foto mostrando que as aves que habitam a figueira estão colaborando com o paisagismo da região, carreando sementes de outros locais e "adubando-as" no local. O sorgo já está quase produzindo debaixo da figueira. Aliás, esse tipo de paisagismo ("Paisagismo Deixa-Crescer-Qualquer-Coisa") também é visível em várias praças onde goiabeiras, mangueiras e pés-de-milho estão se tornando comuns. Ah, em tempo, por favor não me falem em "SETE LAGOAS: CIDADE TURÍSTICA". Estamos em pleno mês de férias escolares, Are...

Pseudoescorpiões

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Em primeiro lugar, não se assuste com eles. São animais minúsculos. Os que ilustram esta página foram fotografados em um de seus locais preferidos no cerrado: debaixo de cascas do tronco da Sibipiruna. Trata-se de artrópodes pertencentes à classe dos aracnídeos (que inclui aranhas, escorpiões e carrapatos). São mais de 3300 espécies descritas, com cerca de 250 existentes no Brasil. São exteriormente semelhantes aos escorpiões, não apresentando o pós-abdômen ("cauda") nem o aguilhão. Existem glândulas de veneno associadas aos pedipalpos (garras), mas o veneno só é útil para a captura de suas presas: pequenos artrópodes, como colêmbolos, larvas de insetos, ácaros, formigas, aranhas e outros pequenos animais. Produzem seda em glândulas próximas às quelíceras. A seda é usada para construir ninhos para se abrigar do inverno, se proteger após realizar a troca de esqueleto e cuidar das crias. São encontrados no solo, em pedras, sob as cascas de árvores e nas paredes de ca...

Eritrina ou mulungu

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Nome Científico: Erythrina speciosa Nome Popular: Mulungu, Eritrina-candelabro, Corticeira, Eritrina-vermelha, Eritrina Família: Fabaceae (Leguminosae) Origem: Brasil Uma das mais belas árvores brasileiras, apresenta inflorescência em forma de candelabro, composta de flores vermelhas, muito atrativa para os beija-flores . O florescimento ocorre no final do inverno e início de primavera. O tronco é espinhento, as folhas são grandes, em fomato de losango e caem no inverno, desta forma a árvore permanece destituída de folhagem durante a floração. Os frutos são do tipo legume (vagem). Nativa da mata atlântica , ela aprecia a umidade, vegetando bem à beira de rios e lagoas . Tem excelente efeito paisagístico, pois além da beleza singular, produz boa sombra no verão e permite a passagem de luz no inverno. Seu porte é de 3 a 6 metros de altura. Deve ser cultivada a pleno sol, em solos férteis e úmidos, preferencialmente ricos em matéria orgânica. Multiplica-se principalm...

Mercadão

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Hoje, pela manhã, estive no Mercadão (Mercado Municipal) para comprar algumas coisas que precisarei numa gincana a ser realizada amanhã. Contudo, fui surpreendido por um mal cheiro insuportável que vinha do piso. Algum tipo de esgoto havia vazado ali dentro. O cheiro de peixe podre era insuportável e o "telhado" impedia que o cheiro exalasse rapidamente. Senti náuseas e nem tive como permanecer ali dentro e perguntar a alguém o que havia acontecido. Deve ter sido algo raro, pois frequento muito o Mercadão e nunca deparei com situação do gênero. Fico devendo a informação mais detalhada, vou perguntar mais tarde. Chegando em casa, procurei fotos que tenho do Mercadão e encontrei essa de Setembro de 2005. Além da Sapucaia, toda rosada ao fundo (só no mês de setembro temos essa festa), observa-se o mercadão antes da colocação do "telhado" e a eterna reforma do Teatro Redenção, com a faixa "prometendo" a reforma e entrega de mais um marco da nossa história, ...

Desperdício e transtorno.

Ontem, mais uma vez, um rio se formou em minha rua. Mas dessa vez não era um rio de esgoto. Desta feita era um tradicional córrego que aparece toda manhã. A origem desse é, obviamente, diferente da do Rio de Esgoto. Enquanto um tem como patrono o poder público, incapaz de resolver os problemas da rede de esgoto e de águas pluviais, o outro tem como origem o descaso de alguns cidadãos. O tal córrego nasce em algumas endereços da Avenida Villa Lobos e da Rua Leopoldina. O hábito de lavar calçadas com doses estapafúrdias de água, mesmo percebendo o transtorno que isso provoca, é a causa do problema. Essas mesmas pessoas, em algum momento, devem criticar a poluição do planeta, o aquecimento global e bla bla bla. Mas no íntimo, fazem das suas. Será que vamos ter que divulgar os endereços? Essa tal hipocrisia, aliás, é um dos maiores males que transtornam o planeta: sabem o que é certo, sabem o que é necessário... mas fazem o avesso de tudo. Ramon Lamar de Oliveira Junior

Rio de Esgoto: se no centro está assim...

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A Bacia do Rio das Velhas ganhou mais um rio. É a colaboração de Sete Lagoas para a Meta 2010, agora transformada em Meta 2014 (aguardem... brevemente a Meta 2018). O Rio de Esgoto tem nascentes variadas, mas o leito principal é fácil de ser identificado. Desce a Rua Professor Abeylard, passa aqui juntinho do meu prédio (nem preciso sair de casa para ver e registrar essa maravilha), margeia três poços artesianos do SAAE (será que eles percebem o aumento do fluxo do rio?), chega até a Praça Dom Carmelo Motta (da feirinha, pra quem não sabe) e cai na minúscula rede de águas pluviais (ué... cocô virou chuva?) que temos. Daí segue como rio subterrâneo e deságua na Lagoa Paulino (formidável como tudo aqui termina na Lagoa Paulino). No último ano, vi o rio se alargar em vasta pororoca duas vezes. A cena é incrível, vem descendo e varrendo as duas margens do seu leito (a rua Professor Abeylard). Espetáculo lindo, só espero ter sorte e filmar tudo na próxima vez (não deve demorar muito). Ho...

Copa 2014: Curitiba x Sete Lagoas

Acredito que todos se lembram da confusão no estádio Couto Pereira, em Curitiba, após o jogo Coritiba x Fluminense na última rodada do Brasileirão 2009. Vendo o time rebaixado para a segundona, num empate com o ex-saco-de-pancadas Fluminense, os torcedores invadiram o estádio e produziram cenas de selvageria e barbárie multiplicadas nas diversas reportagens que foram feitas sobre o assunto. Onde mesmo? Em Curitiba. (Aliás, após esse episódio, guardei de vez minha camisa do Coxa Branca, comemorativa dos 90 anos do clube, que comprei ali mesmo no Couto Pereira ao assistir um Coritiba 2 x Cruzeiro 1. Na época, afeiçoei-me ao Coritiba, tal a alegria que senti ao ver tantos torcedores educados, tantas famílias com crianças, presentes num campo de futebol.) Sete Lagoas, vez em quando, é palco de conflitos entre as apaixonadas e descabeçadas torcidas do Atlético e do Cruzeiro, notadamente quando os ônibus que se destinam ao Mineirão se concentram próximo à Lagoa Paulino. Mastros de bandeiras...

Trevo da BR 040: Perigo e Vergonha

Tanta coisa por se fazer. Para cada canto que se olha há uma necessidade urgente. O trevo da entrada da cidade na BR 040 já deixou de ser urgência faz tempo. É emergência arrumar aquilo ali. Refiro-me à falta de iluminação. Parece que os responsáveis (?) estão apenas esperando um acidente violento ali para tomar alguma providência. Talvez depois construam um boulevard e batizem com o nome das vítimas. Dizem que o problema é federal, pois a BR é federal e o DNER ou DNIT blá blá blá. Acontece que cidades muito menores possuem trevos decentes na BR 040. Ou será falta de representação política em Brasília? Ô deputado, dê uma força aí. Se for falta de representação, a coisa vai ficar do mesmo jeito pois a partir dos 200 candidatos lançados na cidade nunca teremos um deputado realmente nosso (a cidade tem potencial para 1 deputado federal e 2 estaduais que verdadeiramente se preocupariam 24 horas por dia - nos poucos dias que Congresso e Assembleia funcionam - com a nossa cidade). Ou ser...

Escolhas.

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Você até pode ter escolhido errado na hora em que votou. Mas na próxima eleição você tem como mudar seu voto. Mas se você escolher errado agora, ou simplesmente escolher não fazer nada, depois não terá mais jeito. PRESERVAR A LAGOA DA CHÁCARA OU DEIXAR QUE ACABEM COM ELA? Não é hora de ficar omisso. Faça sua escolha e não se arrependa depois. Pelo menos fique em paz com a sua consciência e durma tranquilo. Outras pessoas não poderão fazer o mesmo. Ramon Lamar de Oliveira Junior

Onde tem fumaça... tem descaso...

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Em Sete Lagoas existe uma lenda bem antiga. Dizem que algumas siderúrgicas se aproveitam da madrugada, do crepúsculo ou da noite para lançarem ao ar toda sorte (ou azar) de fumaças, resíduos e sei-lá-mais-o-quê que não podem obviamente liberar durante o dia. Francamente, nem sei se isso é possível (guardar sujeira para soltar na hora mais conveniente). O problema é que às vezes somos surpreendidos por fatos desse tipo acontecendo em horas insólitas. A foto abaixo (com devida data e horário registrados) mostra o restante de uma imensa nuvem negra liberada antes das 6 horas da manhã de um domingo. Isso mesmo! Horário e dia no mínimo estranhos para alguém estar fazendo fogueira ou queimando pneus próximo a siderúrgicas, né? Aliás, bem próximo, pois conferi no Google Earth e bem... batata! Mas as fumaças também aparecem durante o dia claro, como mostram as outras fotos apontadas da janela bem à minha frente (onde digito agora). Realmente tenho uma vista privilegiada, mas preferia não te...