40 anos depois...

Aqui no Brasil (e em boa parte do mundo), 40 anos depois da primeira Conferência da ONU sobre Meio Ambiente realizada em Estocolmo no período de 5 a 16 de junho de 1972, ainda estamos engatinhando nas questões ambientais. Claro que atualmente o tema tem muito mais visibilidade, mas a polarização ("destruidores" x "ecochatos") causa tensão. 
Nem todos compreendem perfeitamente os conceitos de preservação e sustentabilidade. Também não é de se admirar. Vejo crianças saindo de escolas (onde com certeza o tema é discutido) e jogando papel de bala na calçada, copinho de sorvete e toda sorte de lixo. Se quem está recebendo informações "quentinhas" sobre o assunto e está na fase do aprendizado mais intenso age assim... imaginem quem não teve essa oportunidade?

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A realização da ECO-92 (Rio de Janeiro, 1992) não equacionou satisfatoriamente diversos temas relevantes e ainda lutamos em relação à questão desenvolvimento x sustentabilidade. Uma das maiores demonstrações dessa batalha é o fracasso do Protocolo de Kyoto. Agora, com novos países alcançando a condição de "economias desenvolvidas", as metas de redução da emissão de gás carbônico tornam-se ainda menos consensuais. Ninguém quer pagar o preço da preservação ambiental, verdade seja dita.

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Semana que vem, começaremos a Rio+20 (vinte anos depois da ECO-92 e quarenta anos depois da Estocolmo-72). E começaremos mal, com a perspectiva de aprovação de um "Novo" Código Florestal que aumenta a agressão sobre nossas encostas, mangues, rios e nascentes. Imaginem o conceito de recuperar matas ciliares com pinheiros e eucaliptos! Que avanço!!!
Enquanto alguns países do mundo já falam em contabilizar o Índice de Felicidade Humana, nós ainda estamos distantes de um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) decente. Infelizmente, aqui no Brasil, quem manda nessas decisões ainda é o PIB.

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Vale retornar ao final da década de 1960 e início da década de 1970 e perguntar: já conhecemos os Limites do Crescimento? Ou vamos conhecê-los, futuramente, da pior forma possível?

Ramon Lamar de Oliveira Junior

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